Espiões de computador invadiram o projeto do Joint Strike Fighter de 300 bilhões de dólares do Pentágono e roubaram vários terabytes de código. O Pentágono – e consequentemente o Wall Street Journal – suspeita de envolvimento chinês.

O caça Joint Strike, também conhecido como o caça F-35 Lightning II, é o projeto mais custoso da história do Pentágono, então é meio problemático o fato de uns espiões invadirem e roubarem uma quantidade desconhecida – porém indiscutivelmente grande – de dados sem a mais remota chance de serem pegos. Os espiões cibernéticos criptografaram os dados ao saírem do sistema, então ninguém tem muita certeza de onde vieram e para onde os dados foram, mas alguns endereços de IP foram rastreados até a China, incitando um bocado de vaivém entre o Departamento de Defesa dos EUA e o governo chinês.

Um relatório do Pentágono emitido no mês passado informou que os militares chineses fizeram um “grande progresso” no desenvolvimento de técnicas de guerra online. A China espera que suas habilidades com computadores a ajudem a compensar uma força militar subdesenvolvida, dizia o relatório.

A embaixada chinesa disse em uma declaração que a China “se opõe e proíbe todas as formas de crimes cibernéticos”. Ela chamou o relatório do Pentágono de “um produto da mentalidade da Guerra Fria” e disse que as alegações de espionagem cibernética são “fabricadas intencionalmente para atiçar sensações de ameaça chinesa”.

Apesar das informações mais valiosas – incluindo aí dados dos sensores e do controle de voo do F-35 – estarem inacessíveis (armazenados em computadores não ligados à rede), ninguém sabe ao certo o que aconteceu, e ninguém – dos fabricantes aos pesquisadores à equipe de imprensa do Pentágono – quer falar muito a respeito do assunto. É uma leitura bastante alarmante, leia se tiver mais interessante. [Wall Street Journal, imagem também via WSJ]