Códigos HTTPs não são normalmente algo que preocupa dissidentes políticos, ou algo animador de se discutir. Porém, o recém-criado código 451, que será usado em sites derrubados por razões legais, é uma exceção.

Códigos de status são exibidos quando há uma requisição ou transmissão de dados pela internet. Existem cinco classes e centenas de códigos específicos dentro de cada classe. Você geralmente não vê esses códigos. Isso só acontece quando alguma coisa dá errado — o principal exemplo é o código 404, que era usado de forma genérica para qualquer site fora do ar.

O IESG (Internet Engineering Steering Group), um grupo de engenheiros que ajudou a revisar e atualizar os padrões da internet, aprovaram um novo código de status: 451 (uma referência a Fahrenheit 451, que também dá nome a F451, a empresa que edita o Gizmodo Brasil) para ser usado quando um acesso é negado em consequência de demandas legais. Pode ser algo que foi removido pelo Google após uma notificação, ou em casos de censura impostas por um um governo.

Como explicado por Mark Nottingham, membro do IETF (Internet Engineering Task Force) e um dos participantes do grupo que sugeriu a ideia, ter um código de status específico para censura pode ser útil de várias formas.

Isso fará, por exemplo, com que seja mais fácil determinar quantos blogs, videos ou tuítes foram tirados do ar por razões não-técnicas. É também uma forma para serviços, como YouTube e Google, de terem quem culpar ao não exibir determinado conteúdo.

[IETF via Engadget]