O 10º Prêmio de Fotografia – Ciência & Arte, organizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), contemplou o trabalho de Pedro Pereira Rizzato, da USP, com o primeiro lugar na categoria Imagens produzidas por instrumentos especiais. 

A imagem chamada Anatomia do crânio de Amia calva em vista frontal, ganhou o nome fictício de ‘cara de poucos amigos’. Trata-se de uma reconstrução 3D do crânio de um peixe da espécie Amia calva. A imagem agora faz parte da Coleção Científica do Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto, foi produzida com o auxílio de um tomógrafo digital. 

Um sorriso amarelo, dezenas de dentes afiados e um rosto cheio de expressões – quando recebeu o nome de cara de poucos amigos nós entendemos o porquê – a fotografia expressa bem o animal que é exclusivo de de água doce, com sua barbatana longa. Esses peixes vivem na América do Norte e podem medir até 90 centímetros. 

Foto: Pedro Pereira Rizzato

Rizzato disse que ao estudar a anatomia dos peixes para entender melhor alguns órgãos que são invisíveis a olho nu, teria que dissecar os exemplares coletados que são guardados em coleções científicas, mas isso poderia prejudicar os fósseis (alguns deles são bastante raros. Ele comenta que ao invés disso, escolheram outro caminho: o da tecnologia.

Em entrevista, ele descreveu a fotografia:

 “A imagem mostra, na verdade, esse modelo 3D do crânio do peixe, visto de frente, como se o peixe estivesse nos encarando”.

Foto: Pedro Pereira Rizzato

Prêmio de Fotografia – Ciência & Arte é uma forma de mostrar boas pesquisas que nem sempre têm a devida importância. No caso dessa 10ª edição, o evento aconteceu online durante a 73ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Os três primeiros colocados receberam premiação em dinheiro no valor de 8 mil, 5 mil e 2 mil reais, respectivamente. 

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O pesquisador destaca que esse é um espaço que ajuda mostrar para a população brasileira, a boa qualidade da pesquisa que é desenvolvida no Brasil, principalmente em instituições de pesquisa e universidades públicas. “Muitas vezes, é difícil para pesquisadores encontrar espaços onde mostrar sua pesquisa e a importância dela para a sociedade”, lamenta.

[Jornal USP]