A mais famosa prisão de Moscou, a Butyrka, já foi lar de gente como Alexander Solzhenitsyn, e até do sobrinho de Hitler. E até o fim deste ano, os detentos poderão fazer bronzeamento artificial. E isso, na realidade, é bom.

A decisão vem na sequência da morte de um prisioneiro altamente conhecido – o advogado Sergei Magnitsky – e sabe-se lá mais quantas mortes não relatadas. As prisões da Rússia sofrem de superpopulação, com mais da metade dos detentos com alguma doença. HIV e tuberculose são dois exemplos altamente difundidos. Então, se usar mesas de bronzeamento de forma médica pode parecer um exagero, é melhor errar pelo lado da precaução.

Os detentos também terão acesso à sistemas de ultrassom para checar o estado de saúde, e poderão usar Skype para contatar amigos e familiares. Claro, há a discussão sobre o que é medicina e o que é regalia. Por isso, mesmo tendo cogitado a possibilidade de instalar “áreas de spa com banhos de lama” no futuro, eles deverão pensar duas vezes antes de exagerar. [Reuters via The Daily What]