Você deliberadamente evita visitar amigos que vivem em prédios sem elevador? Ninguém te culparia. Ter que subir mesmo só um lancezinho de escadas é como ser forçado a malhar contra a sua própria vontade. Mas graças a engenheiros da Georgia Tech e da Universidade Emory, as escadas um dia podem fazer o trabalho puxado por você.

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Em um estudo publicado nesta quinta-feira (13), no periódico PLOS ONE, a equipe detalha suas escadas de reciclagem de energia, que armazenam energia quando você desce, soltando-a para facilitar a subida na hora de voltar para cima.

Você provavelmente não para para pensar sobre o que está fazendo quando está descendo um lance de escadas, mas seu corpo gasta uma quantidade considerável de energia no processo para evitar que você caia. Normalmente, essa energia é desperdiçada, mas essas escadas de reciclagem de energia se aproveitam dessas forças, usando um mecanismo de mola que comprime cada passo e o trava conforme você desce.

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Isso deixa cada passo carregado de energia potencial quando você chega ao fim da escada. Quando você vai subir de volta, os sensores de pressão em cada degrau liberam o mecanismo de bloqueio no degrau abaixo, transformando essa energia potencial armazenada em energia cinética que ajuda a levantar a perna de um alpinista conforme o degrau abastecido pela mola sobe de novo.

À medida que a escada comprime em sua descida, os engenheiros calcularam que economizam cerca de 26% da energia que normalmente se usa para se preparar enquanto cada pé faz contato. E, no caminho de volta, as escadas de reciclagem de energia tornam isso cerca de 37% mais fácil para o joelho, fazendo com que essas escadas sejam ideais para pessoas grávidas, pessoas que lidam com questões de mobilidade ou simplesmente aquelas fora de forma.

Os mecanismos únicos da escada podem ser adaptados para degraus já existentes, de modo que a tecnologia não é necessariamente apenas para edifícios novos. Instalá-los seria mais barato e exigiria menos espaço do que uma escada rolante ou um elevador. Não há informações sobre quando essa tecnologia será comercializada, mas qualquer pessoa que viva em um prédio sem elevador certamente vai torcer para que seja o mais rápido possível.

[Georgia Tech via New Atlas]