Quando o francês Louis Mantin morreu em 1905, ele determinou que sua casa fosse selada por um século, e então reaberta ao público como um museu. E agora ela está efetivamente tornando-se uma capsula do tempo para todos verem.

A mansão francesa, localizada na cidade de Moulins, é cheia de artefatos e peças que Mantin havia colecionado ao longo de sua vida, incluindo pinturas, tapeçarias, pedras pré-históricas, relíquias egípcias e outras peças das eras medieval e neolítica.

De acordo com a BBC, a mansão está localizada em Moulins, uma cidade localizada no centro da França. Antes que a casa pudesse ser aberta ao público como museu, ela teve que passar por uma revitalização que custou 3.5 milhões de euros.

Quanto à Mantin, ele foi um solteirão que herdou um monte de dinheiro do seu pai e era basicamente obcecado por sua própria mortalidade. Aparentemente, esta foi a sua tentativa de imortalidade. A BBC explica um pouco sobre seus motivos:

Mantin teve apenas alguns anos para satisfazer suas fantasias estéticas. Sabendo que sua morte estava se aproximando, ele fez um testamento no qual ele se certificou que a sua estimada casa seria preservada.

“No testamento ele diz que quer que as pessoas em Moulins 100 anos depois fossem capazes de ver como era a vida de um cavalheiro culto de sua época,” disse o curador assistente Maud Leyoudec.

“Um solteiro sem filhos, ele estava obcecado com a morte e a passagem do tempo. Esta foi a sua maneira de tornar-se eterno.”

Aparentemente, ele nunca estipulou especificamente que a casa deveria ser selada quando ele morreu (apenas que ela deveria se tornar um museu depois de 100 anos), mas a cidade entrou na onda e fez isso de qualquer maneira. E isso é legal de ver, considerando que alguma autoridade pública francesa provavelmente poderia ter se intrometido e confiscado tudo, assim como a cidade da Filadélfia fez com a coleção Barnes.

[BBC News, Imagem via News Auvergne]