Abelhas: elas tiveram uns anos difíceis. Entre o misterioso Distúrbio do Colapso de Colônias e envenenamento por pesticida, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que cerca de 10 milhões de colmeias foram perdidas nos últimos sete anos.

O que pode ser feito? Em vez de dar as chaves da sua casa do interior para as abelhas, ou, mais realisticamente, proibir pesticidas completamente, ecologistas estão tentando construir habitats melhores para elas – como esta em Buffalo, Nova York. Criada por estudantes da Universidade de Buffalo, a Elevator B é uma colmeia de 6,7 metros de altura projetada para a população local de abelhas.

Existem duas formas de entrar na Elevator B. Humanos entram por uma pequena porta na base, onde um painel de vidro os separa da colmeia; abelhas entram por um dos milhares de buracos triangulares da estrutura de aço hexagonal. Por dentro, uma caixa cipreste abriga as abelhas, que foram realocadas para a Elevator B depois de serem encontradas em um prédio abandonado. A equipe de design explica que a colmeia gigante se tornou uma ferramenta de ensino para a cidade:

Ela desperta crianças para aprenderem e adultos para reconsiderarem o que achavam que sabiam. Isso inclui os próprios designers, que não apenas projetaram de acordo com a necessidade dos clientes como também se inspiraram para defendê-los.

Esta não é a primeira torre para a vida selvagem feita pela Universidade de Buffalo. Em 2010, estudantes criaram uma torre para abrigar a população de morcegos da cidade, que tinha diminuído graças à síndrome do nariz branco, um fenômeno misterioso que surgiu em 2006 – no mesmo ano em que o Distúrbio do Colapso de Colônias foi documentado pela primeira vez. Não há evidências concretas de que as torres combatem os casos misteriosos, mas uma coisa é certa: elas ajudaram a aumentar a preocupação com os fenômenos, o que é importantíssimo para ajudar a encontrar uma solução. [Imagens via Hive City]

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