Isso é um filhote de rato num colete minúsculo em algum lugar da Tanzânia. Ele está com o nariz empinado, mas não é exatamente queijo que ele está procurando. Na realidade, ele está cheirando para achar minas terrestres.

São necessários dois humanos treinados e um dia inteiro para encontrar todas as minas numa área de 185 metros quadrados. Mas se eles trabalharem com uma dupla de ratos juntos, eles limpam o local em apenas duas horas. E foi por isso que a APOPO, uma organização alemã que trabalha na Tanzânia, está treinando filhotes de ratos para transformá-los em farejadores de bombas tão efetivos quanto fofos. Eles são mais fáceis de treinar do que cachorros, e eles já provaram suas habilidades no país vizinho Moçambique, onde eles limparam com sucesso várias áreas de terra.

Os ratos começam o treinamento com apenas 4 semanas de idade, cedo o bastante para eliminar o medo natural que eles sentem por humanos. Eles são condicionados a associar o som de um clique com gosto de comida, então são treinados para distinguir o cheiro de TNT. Quando eles identificam corretamente os explosivos nos testes, eles ouvem um clique e ganham um pedaço de banana. Depois de nove meses de treinos rigorosos e diários, os ratos farejadores estão prontos para ir para o campo de batalha.

Os roedores também são usados para ajudar nas amostras de tuberculose nos hospitais da Tanzânia, onde os testes de laboratório tem apenas 60% de precisão. No futuro, explica a APOPO, ratos poderão ser usados para farejar narcóticos ou localizar pessoas presas após catástrofes. É praticamente a história do livro If You Give a Mouse a Cookie: se você treinar um rato para salvar vidas farejando minas terrestres, ele vai querer aprender a salvar vidas em modos cada vez mais impressionantes e bonitinhos também. [Telegraph via Atlantic]