O kit inclui uma câmera, uma peça de controle e um computador no cinto. Toda vez que um policial interage com um civil, têm a obrigação de ativar a câmera AXON. Terminada a interação, o policial pode desligar a câmera ou deixá-la em um "modo buffer", que faz uma gravação limitada. Depois de cada turno, a gravações são baixadas por um servidor central.

Um dos maiores críticos do departamento deu boas-vindas às câmeras como ferramentas para fornecer provas úteis, mas não acha que elas sejam a solução para relações abaladas entre polícia e comunidade.

"O projeto AXON é infelizmente algo positivo agora, que o nível de confiança [na polícia] é tão baixo", disse Raj Jayadev, diretor da organização comunitária Silicon Valley De-Bug. "Mas isso não resolve o problema mais fundamental: os estereótipos que os policiais podem carregar quando veem pessoas de cor nas ruas e fazm suposições quanto ao seu caráter."

Já que os policiais podem simplesmente desligar o dispositivo a qualquer hora, eu não acho que o AXON vá colocar um fim aos abusos policiais. No entanto, manter registros dessas interações com certeza ajudará no processo de coleta de provas. Testes financiados pela Taser estão sendo conduzidos, mas relatórios sugerem que uma implementação completa na área de San Jose custaria até US$ 4 milhões em dinheiro dos contribuintes. [Mercury News via Crunchgear]