Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, mostrou usando gráficos quais costumam ser as mudanças do cérebro ao longo do tempo, desde a infância até a velhice. O trabalho, publicado na revista científica Nature, é baseado em mais de 120 mil exames de imagem. 

O objetivo é simples: melhorar os dados sobre o cérebro para que médicos – principalmente pediatras – possam fazer um acompanhamento mais certeiro da central de comando de seus pacientes. Os gráficos mostram que, no início da vida, o cérebro se expande rapidamente, voltando a encolher com a chegada da idade. 

Para chegar em tais resultados, os pesquisadores utilizaram 123.894 exames de ressonância magnética retirados de estudos anteriores. Havia informações desde fetos com 16 semanas até adultos de 100 anos.

Também foram consideradas pessoas com uma variedade de condições médicas, como a doença de Alzheimer, e distúrbios neurocognitivos, incluindo o transtorno do espectro do autismo.

Nos gráficos, é possível ver, por exemplo, o volume de massa cinzenta esperado para cada fase da vida. O que mais chamou a atenção dos cientistas foram as mudanças na quantidade de líquido cefalorraquidiano no cérebro. Cientistas já sabiam que o volume aumentava com a idade, já que está associado à atrofia cerebral, mas a velocidade com que esse número aumenta no final da idade adulta surpreendeu.

Cérebro
Gráfico sobre as mudanças cerebrais disponibilizado pela revista Nature. Imagem: Nature/Reprodução

Mas o estudo tem suas limitações. Apesar da ampla base de dados, a maior parte dos exames cerebrais utilizados vêm de pacientes da América do Norte e Europa, com uma grande quantidade de voluntários brancos, em idade universitária, que vivem na cidade e possuem boas condições financeiras. 

Os pesquisadores desenvolveram um site onde pretendem atualizar seus gráficos de crescimento em tempo real à medida que recebem mais exames cerebrais. Assim, será possível tornar as métricas mais inclusivas para serem utilizadas por médicos do mundo todo.