Pouco mais de 1000 pedestres pararam em salas de emergência em 2008 por terem se distraído e caído ou tropeçado em algo enquanto usavam um telefone para conversar ou mandar mensagens de texto. Este número é duas vezes maior que o de 2007, que por sua vez já era quase o dobro dos números de 2006, de acordo com um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Ohio, que alega ser a primeira a estimar tais acidentes. [New York Times]

Sim, amigos, a situação está tão tensa que há estudos a respeito. Há relatos de concussões, tornozelos torcidos e membros quebrados, sem contar o enorme número de pessoas que machucam apenas o seu orgulho ao dar uma canelada em um carro estacionado (acontece o tempo todo, dizem). Vencedores do Darwin Awards não estão tão distantes disso.

É claro, há um fenômeno maior em ação aqui, do qual o ato de mandar SMS enquanto caminha é apenas uma pequena parte. Chamam-no de "multitasking", "overdose de informação" ou "rotina normal de um redator do Gizmodo". Independente do seu nome, neurocientistas, pesquisadores cognitivos e outros profissionais estão neste exato momento pesquisando os seus efeitos sobre a nossa massa cinzenta. Até agora, descobriu-se uma coisa: é ruim. Basicamente, falar ao telefone exige tanto da nossa atenção que nós não conseguimos nos concentrar em outras coisas, como nosso instinto de sobrevivência, por exemplo. Sim, segundo os pesquisadores, aquela conversa com o seu irmão sobre o próximo Android OS fica mais alta na nossa escala mental de prioridades do que prestar atenção no trem que se aproxima ou no poste que se avizinha à nossa testa.

Dito isto, um bom número de pessoas entrevistadas para essas pesquisas estava mandando SMS enquanto caminhava, sim, mas com quem estavam se comunicando? Geralmente com namoradas, namorados, maridos, esposas ou pretendentes. Ou seja: a culpa pode muito bem ser do amor. [MSNBC]