Os Estados Unidos agora querem saber os nomes de usuário das redes sociais de qualquer pessoa que solicitar um visto para entrar no país. A medida já vinha sendo aplicada desde 2017 para refugiados – na época, o presidente Donald Trump havia solicitado uma revisão intensificada de liberação de vistos e, em 2018, foi proposta a extensão dessa medida.

Estima-se que 14 milhões de viajantes e 710 mil imigrantes que solicitam vistos para os Estados Unidos a cada ano serão afetados pelas mudanças, de acordo com o Diário Oficial do Governo Federal dos EUA. Apenas solicitações de visto diplomáticos ou de autoridades estariam isentos dessas novas regras.



Quem solicitar o visto de entrada nos EUA terá que informar, dentro de um história de cinco anos, nome de usuário nas redes sociais (como Facebook e Twitter), e-mails antigos, números de telefone e dados de viagem (como se já foi deportado de um país). Os solicitantes poderão dar detalhes voluntários de contas que não estejam listadas.

A União Americana pelas Liberdades Civis se opôs a proposta, afirmando que o pedido dessas informações criaria “um ambiente propício para caracterização e discriminação”, além de “não haver evidências de que tal monitoramento das mídias sociais é efetiva ou justa”, fazendo com que as pessoas passassem a se auto-censurarem na internet.

[Bloomberg, BBC]