De janeiro a março deste ano, o Facebook teve 1,276 bilhão de usuários ativos por mês. E à medida que a rede social cresce e aposta em mobile, boa parte das pessoas deixa de acessá-la apenas pelo computador. A rede social fechou o primeiro trimestre com 1,008 bilhão de usuários ativos por mês no celular e tablet.

Desse total, 341 milhões de pessoas acessaram a rede social exclusivamente por dispositivos móveis. O restante usou uma combinação de celular/tablet e computador. Vale notar que esses números não incluem nem o Instagram, nem o WhatsApp.

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O Facebook divulgou os resultados financeiros de janeiro a março. E sim, a empresa está (financeiramente) mais forte do que nunca: o lucro chegou a US$ 1,07 bilhão, ou seja, quase triplicou em relação ao mesmo período do ano passado.

Como o Facebook ganha dinheiro? Com propagandas, é claro: dos US$ 2,5 bilhões em receita no trimestre, 91% vieram de anúncios; o restante são pagamentos de quem gasta com Candy Crush e similares. E 59% da receita em propaganda veio de celulares e tablets – mesmo havendo menos anúncios por lá.

Ou seja, há muito dinheiro a se ganhar com mobile. É um dos motivos pelos quais o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 19 bilhões. Mark Zuckerberg disse, em call aos investidores, que “o WhatsApp pode ser um dia tão onipresente quanto o Facebook”. Por enquanto, não há planos de colocar propaganda no serviço de mensagens – uma promessa feita antes pelo cofundador Jan Koum – e sim de expandi-lo para chegar a um bilhão de usuários.

Da última vez que vimos a situação financeira do Facebook, havia preocupações com a base de usuários: os jovens parecem estar abandonando a rede. Mark não falou nada sobre isso.

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O número de usuários nos EUA e Canadá – onde se ganha mais dinheiro em propagandas – também está estagnando. Daí a importância de se expandir para outros países, com projetos como o Internet.org. Mas lá, usuários rendem menos dinheiro: na categoria “restante do mundo” – que agrupa a América Latina, Oceania, Oriente Médio e África – o usuário médio rendeu US$ 0,70 ao Facebook no último trimestre; nos EUA e Canadá, a média é de US$ 5,85.

Então, assim como antes, o Facebook tem alguns desafios a resolver, mas ainda está numa posição muito forte – especialmente no mobile, a maior plataforma dos dias de hoje. [Facebook via The Verge]

Imagem via Pan Xunbin/Shutterstock