O Facebook foi bastante alvo de críticas em 2019 por dizer que não iria banir propagandas de cunho político, diferente de várias outras plataformas. Agora que o assunto é relacionado com o novo coronavírus, cujos casos estão aumentando em várias partes do mundo, a rede decidiu tomar partido.

Nesta terça-feira (25), o Facebook afirmou que removerá da plataforma quaisquer tipos de propagandas prometendo a cura da doença causada pelo COVID-19 ou de cunho alarmista.

Em um comunicado enviado para vários sites internacionais, o Facebook informou o seguinte:

“Nós recentemente implementamos uma política para proibir propagandas que se referem ao coronavírus e criam um senso de urgência, como implicar suprimentos [médicos] limitados ou garantir cura ou prevenção. Nós também temos políticas que abrangem o nosso Marketplace que proíbem comportamento similar”

Esta já é a segunda ação da empresa com o objetivo de tentar impedir a disseminação de informações falsas referentes ao coronavírus.

No fim de janeiro, a empresa afirmou que iria começar a remover “conteúdo com alegações falsas ou teorias da conspiração que foram sinalizadas pelas principais organizações globais e autoridades locais de saúde e que podem causar danos às pessoas que acreditam nelas”. A companhia também disse que iria se concentrar em afirmações que desencorajem o tratamento ou a prevenção, como relatos falsos de cura ou informações que causem confusão sobre os recursos de saúde disponíveis.

Como é sabido, já temos mais de 2.700 mortes no mundo pelo novo coronavírus e o registro de quase 80 mil infectados. Na América Latina, por ora, temos o caso de um brasileiro contaminado pelo coronavírus, mas que ainda precisa de uma contraprova para haver a certeza da presença da doença.

Apesar das ações da companhia, talvez sejam necessárias ainda mais ações. Um ponto de preocupação é a questão das máscaras. O Business Insider reportou que muitas pessoas têm recorrido a grupos do Facebook para comercializar os acessórios. Enquanto isso, a Amazon tem monitorado vendedores que têm inflacionado o preço dos itens por causa da crescente preocupação com a doença.

[Business Insider]