Graças ao fluxo incessante de manchetes negativas sobre o Facebook, é compreensível que muitos tenham se esquecido de que a companhia recentemente estava se voltando para as criptomoedas. Mas o plano de moeda digital da gigante das redes sociais supostamente segue de pé, mesmo à medida em que se torna claro que nada online é sagrado.

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Citando fontes familiarizadas com o assunto, a Bloomberg informou na quinta-feira (20) que a criptomoeda do Facebook, há tanto tempo especulada, está em desenvolvimento e permitirá que os usuários transfiram dinheiro por meio de seu serviço de mensagens criptografadas WhatsApp. Mas não espere que isso aconteça em breve:

A empresa está desenvolvendo uma stablecoin — um tipo de moeda digital indexada ao dólar americano — para minimizar a volatilidade, disseram as pessoas (ouvidas), que pediram para não serem identificadas discutindo planos internos. O Facebook está longe de lançar a moeda, porque ainda está trabalhando na estratégia, incluindo um plano para ativos de custódia, ou moedas comuns que seriam mantidas para proteger o valor da stablecoin, disseram as fontes.

A empresa está atualmente de olho no mercado de remessas na Índia, disse a Bloomberg. Um porta-voz do Facebook disse ao veículo de imprensa que a companhia “está explorando maneiras de aproveitar o poder da tecnologia blockchain” e que sua nova criptomoeda, liderada pelo ex-presidente do PayPal David Marcus está “explorando muitas aplicações diferentes”. Marcus anunciou em maio, no próprio Facebook, que deixaria a equipe de Messenger da empresa para se juntar à divisão de blockchain.

“Depois de quase quatro anos incrivelmente gratificantes liderando o Messenger, decidi que estava na hora de assumir um novo desafio”, disse Marcus na época. “Estou formando um pequeno grupo para explorar a melhor forma de aproveitar a Blockchain no Facebook, começando do zero.”

Uma moeda criptográfica potencialmente iminente não foi a única coisa que colocou o WhatsApp no noticiário desta semana. Citando um relatório de duas ONGs israelenses, o TechCrunch noticiou na quinta-feira que o WhatsApp está agora analisando um problema sério de pornografia infantil criptografada em sua plataforma — um problema que sua empresa-mãe, o Facebook, não conseguiu resolver.

O ano infernal do Facebook continua, mas suas ambições de criptografia parecem permanecer muito vivas.

[Bloomberg, TechCrunch]