A Meta, que controla o Facebook, anunciou na quinta-feira (16) que desativou cerca de 1.500 contas vinculadas a empresas acusadas de espionagem. Estima-se que elas podem ter invadido, ao todo, a privacidade de 50.000 pessoas — em sua maioria ativistas, jornalistas e influenciadores em mais de 100 países.

Um relatório feito pela empresa afirma que foram desativadas contas no Facebook, Instagram e WhatsApp. A maioria dessas contas eram falsas, e administradas por sete organizações.

Entre as organizações está a israelense Black Cube, que se tornou conhecida por usar espiões em nome de Harvey Weinstein, ex-diretor de Hollywood acusado de assédio sexual. A Meta disse que a empresa de espionagem criou perfis falsos para conversar com seus alvos online e coletar seus e-mails, “provavelmente para ataques de phishing [instalação de softwares maliciosos] no futuro”.

Outras empresas citadas pela Meta incluem a BellTroX, companhia indiana exposta pela Reuters e pelo projeto canadense Citizen Lab, que investiga políticas pela internet  no ano passado, uma empresa israelense chamada Bluehawk CI e uma empresa europeia chamada Cytrox, todas acusadas de atos de invasão de computadores.

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“Os cibermercenários frequentemente afirmam que seus serviços visam apenas criminosos e terroristas. Mas os alvos são de fato indiscriminados e incluem jornalistas, dissidentes e críticos de regimes autoritários, famílias, membros da oposição e ativistas de direitos humanos”, diz o comunicado da empresa.

Segundo David Agranovich, diretor de segurança digital da Meta, a empresa espera que a ação “dê o pontapé inicial na ruptura do mercado de vigilância de aluguel”.