Facebook e Instagram afirmaram em comunicado publicado nesta quinta-feira, 11 de novembro, que removeram mais de 1 milhão de publicações com conteúdo de desinformação sobre a pandemia de coronavírus somente no Brasil.

A temática dos conteúdos retirados iam de negacionismo à pandemia a informações falsas sobre a vacinação, todas com potencial para causar danos aos usuários.

As diretrizes das redes sociais não permitem que o conteúdo que possa causar danos no “mundo real” sejam veiculados. As empresas trabalham em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar os tipos de conteúdos prejudiciais e que coloquem em risco a saúde das pessoas.

O que foi deletado

1- Posts que negam ou diminuem a gravidade da pandemia;

2- Postagens enganosas sobre imunidade ao coronavírus ou sobre as formas de transmissão;

3- Recomendação de medicamentos sem eficácia no tratamento da doença;

4- Ataques e informações falsas a respeito de medidas restritivas e sanitárias adotadas pelo poder público para conter a proliferação do vírus.

Críticas seguem

Mesmo com essa decisão considerada positiva, a Meta (novo nome da empresa que controla Facebook, Instagram e Whatsapp) vem recebendo duras críticas após uma série de reportagens baseados em documentos internos vazados pela ex-gerente Frances Haugen.

Foi revelado que a empresa possui algumas debilidades na moderação de discurso de ódio e desinformação que circula em suas plataformas. As fragilidades na detecção e remoção de conteúdo nocivo são, especialmente, mais acentuadas em países fora da América do Norte, Europa e de línguas não inglesas.

Hora de regulamentar

Os documentos vazados reacenderam uma discussão de longa data sobre a necessidade ou não de regulamentar empresas de redes sociais e responsabilizá-las pelo conteúdo prejudicial produzidos por seus usuários e que transitam livremente nas plataformas por falhas na detecção destes tipos de conteúdo ou simplesmente por negligência das big techs.

É inegável que a  remoção de 1 milhão de postagens com conteúdo desinformativo é um fato positivo, no entanto este número significa apenas uma pequena parcela de toda a fake news que circula nas redes de Mark Zuckerberg.

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