Na segunda-feira (30), o Facebook disse que estava investigando relatos de que um dos seus engenheiros de segurança estava usando seus privilégios de acesso a dados para stalkear mulheres online. O Facebook confirmou ao Gizmodo que o funcionário foi demitido.

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“Nós estamos investigando isso como um assunto urgente”, disse Alex Stamos, chefe de segurança do Facebook, à NBC News na terça-feira (1º). Um porta-voz do Facebook disse ao Gizmodo que a rede tem “políticas rigorosas e restrições técnicas de modo que funcionários acessem apenas dados que eles precisam para realizar seus trabalhos — por exemplo, corrigir bugs, gerenciar problemas de suporte a usuários ou responder a requisições legais. Empregados que abusam desses controles serão demitidos.”

Não está claro se este funcionário vai sofrer algum processo ou se a polícia está envolvida. Nós contatamos o Facebook para comentar sobre isso e atualizaremos, caso a empresa se pronuncie.

As alegações contra o engenheiro de segurança, que não teve o nome identificado, apareceram no domingo (29) quando Jackie Stokes, fundadora da Spyglass Security, tuitou que ela tinha evidências sugerindo que um funcionário estava abusando do acesso dele no Facebook para stalkear mulheres.

“Tomei conhecimento que um engenheiro de segurança, que trabalha no Facebook, provavelmente está usando acesso privilegiado para stalkear mulheres online. Tenho logs do Tinder [que comprovam]. O que eu deveria fazer com essa informação?”, disse.

Embora o Facebook tenha dito que “emprega tolerância zero com abusos” e que vai demitir funcionários com tal comportamento, este é outro exemplo de como pessoas com acesso privilegiado a nossos dados têm capacidade de abusar de suas posições. Enquanto o Facebook continua a pedir dados mais íntimos das pessoas, as consequências de possibilitar stalkers em potencial são perturbadoras.

Imagem do topo: Getty Images