Facebook vai dizer se você interagiu com notícias falsas sobre coronavírus na rede

Facebook se baseará em informações da OMS para dizer aos usuários se eles interagiram com algum tipo de notícias falsa sobre o novo coronavírus.

Logotipo do Facebook. Crédito: Justin Sullivan/Getty Images

Justin Sullivan/Getty Images

Com praticamente todo assunto grande, sempre surgem notícias falsas. Com a atual pandemia do novo coronavírus não poderia ser diferente: tem uma série de tratamentos loucos ou medicamentos duvidosos sendo sugeridos, e eles não são eficazes. Para tentar reduzir o estrago feito pelas fake news, o Facebook anunciou nesta quinta-feira (16) que vai notificar usuários caso eles tenham interagido com notícias falsas na rede.

O Facebook vai se basear em “mitos” sobre COVID-19 esclarecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Então, se você, por exemplo, curtiu algum post dizendo que antenas de 5G propagam a doença ou ficar em ambientes quentes mata o vírus, você será notificado.

O interessante é que dessa vez os usuários receberão uma notificação caso elas tenham curtido, reagido ou comentado o post que continha informações falsas, inclusive postagens retroativas.

Diz o Facebook em seu blog post:

“(…) removemos centenas de milhares de conteúdos com desinformação que poderia ter levado a danos físicos no mundo real. Exemplos de desinformação que excluímos incluem alegações perigosas de que beber água sanitária cura o vírus e teorias como a de que o distanciamento social não funciona para prevenir a disseminação do vírus.”

É, acho que tomar água sanitária para curar o vírus não precisava nem de fact checking, mas vai saber, né?

O Facebook também tem indicado sites de fontes oficiais sobre a pandemia, como o Ministério da Saúde e a OMS, tanto no Facebook como no Instagram. Além disso, tem trabalhado com checadores de fatos, cujas revisões de conteúdo fazem reduzir o alcance de publicações com informações falsas.

Recentemente, a rede também excluiu posts do presidente do Brasil que inferiam que o distanciamento social não é efetivo contra a doença e indicando um medicamento que precisa de mais testes para ser usado no tratamento de COVID-19.

Facebook exibindo avisos com links de autoridades da área da saúde. Crédito: Facebook

[Facebook]

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