Facebook pode lançar uma versão menos ambiciosa de sua criptomoeda em janeiro

Projeto Libra deixou de ser uma criptomoeda baseada em ativos de vários países para se tornar uma criptomoeda que acompanha cotação do dólar.

Logotipo da Libra Association

Imagem: Libra/Facebook

De acordo com uma reportagem do Financial Times, o ambicioso projeto Libra do Facebook pode sair do papel em janeiro. O jornal diz que a empresa pode lançar uma criptomoeda estável com lastro em dólar e uma carteira que seria integrada ao Messenger e ao WhatsApp.

Estes planos são bem mais modestos do que as pretensões iniciais do projeto: criar uma criptomoeda global lastreada em uma cesta de moedas de diferentes países, como forma de evitar grandes oscilações como as do bitcoin. A ideia foi sendo abandonada aos poucos, à medida que reguladores financeiros de todo o mundo expressaram preocupação com a empreitada.

As críticas levaram vários parceiros do Facebook na Libra Association a abandonar o projeto — foi o caso de PayPal, Visa e Mastercard. Em abril, a associação anunciou uma mudança nos planos: em vez de uma única criptomoeda, várias stablecoins (como são chamadas as criptomoedas com cotação atrelada a um ativo real) ligadas a importantes moedas tradicionais, como o dólar americano, a libra esterlina, o euro e o dólar singapuriano.

Em um primeiro momento, segundo as fontes ouvidas pela reportagem do Financial Times, só a criptomoeda baseada em dólar seria lançada, com as demais aguardando para um momento futuro. A carteira digital chamada Novi (originalmente Calibra) também seria lançada como um app independente e integrada aos aplicativos do Facebook, como Messenger e WhatsApp.

A ideia é que a moeda da rede social seja usada em transferências entre usuários da rede e em transferências para o exterior. O que ainda não se sabe é se outros participantes da Libra Association, como Spotify e Uber, vão passar a aceitar pagamentos na nova moeda.

E, é claro, mesmo essa versão mais simples já está gerando declarações preocupadas de reguladores financeiros.

[Financial Times via TechCrunch e Reuters]

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