As gerações mais velhas estão se afastando do Facebook depois de uma série de problemas com notícias falsas, privacidade e desastres relacionados à segurança. Por isso, o site renovou seus esforços para capturar e monetizar os memes dos adolescentes na esperança de aumentar os fluxos de receita futuros. Assim, seguindo os passos de Lasso, Lifestage e Slingshot, vem aí o LOL, que pode ser o aplicativo mais fadado ao fracasso do Facebook até agora.

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Descoberto pelo TechCrunch ainda em versão beta privada, com cerca de 100 alunos do ensino médio (que concordaram com os acordos de sigilo com o consentimento dos pais), o LOL parece ser uma tentativa desesperada de centralizar os divertidos gifs, vídeos e memes que os adolescentes compartilham em outras redes ou através de formatos em extinção, como os stories. O Facebook confirmou ao TechCrunch que estava testando o LOL.

Com base nas capturas de tela enviadas ao TechCrunch, os memes são categorizados em uma série de coleções, como “Dailies” (“Diários”) e “Look Mom No Hands” (“Olha, Mãe, Sem Usar As Mãos“), com filtros adicionais como “Wait For It” (“Espera”), “Savage” (“Pesado”), e mais. E em uma ação clássica de Facebook, há também uma seção “For You” (“Para Você”), que usa algoritmos para selecionar memes específicos para atender seus gostos.

Se isso não for ruim o bastante, também parece que os usuários têm a opção de reagir a cada meme com botões rotulados como “Funny”, “Alright” ou “Not Funny” (“Engraçado”, “Mais ou Menos” ou “Sem Graça”), juntamente com as ferramentas obrigatórias de compartilhamento e upload para ajudar a espalhar o entretenimento. No entanto, caso não estivesse claro o suficiente até agora, fontes que falaram com o TechCrunch disseram que o aplicativo todo ainda é meio “vergonha alheia”, graças a uma combinação de memes obsoletos, com semanas de idade e um cheirinho de forçação de barra para ser descolado.

Mas o maior erro do LOL pode ser tentar se concentrar em um grupo e tratar um aplicativo de meme da mesma forma que você faria com um filme sucesso de bilheteria. Os memes nascem dos posts ruins de milhões de pessoas, então qualquer tentativa de iniciar uma revolução “memeal” com cem ou mesmo mil estudantes está fadada ao fracasso, especialmente quando eles são forçados pelo Facebook.

[TechCrunch]