Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, anunciou em post na sua rede social que a companhia não irá realizar eventos ou grandes reuniões presenciais com mais de 50 pessoas até junho 2021. A iniciativa está relacionada com a pandemia do novo coronavírus e soa como uma medida de prevenção.

Alguns desses eventos serão realizados virtualmente. Deve ser o caso, por exemplo, do Facebook F8, a conferência para desenvolvedores que a empresa realiza todos os anos. Para 2020, o evento já havia sido cancelado.

Zuckerberg escreveu ainda que a empresa irá extender a política que evita viagens a negócios para pelo menos até junho deste ano e que irá exigir que “a vasta maioria” dos funcionários trabalhem de casa até pelo menos o final de maio.

“Quando a sociedade começar a reabrir, teremos que voltar devagar em pequenas ondas para assegurar que as pessoas que irão retornar ao trabalho possam fazê-lo de forma segura e que minimize a possibilidade de futuros surtos”, escreveu.

Em março, reportagens indicaram que os funcionários terceirizados das grandes empresas de tecnologia, incluindo o Facebook, estavam recebendo um tratamento diferente dos demais. Enquanto a força de trabalho contratada diretamente pelas empresas era instruída a fazer home office, muitos terceirizados e temporários não tiveram o mesmo benefício. Com a ampliação das medidas restritivas em todo o mundo, isso mudou.

É possível que iniciativa do Facebook de adiar eventos presenciais por mais de um ano incentive outras companhias a adotar a mesma cautela. Um estudo assinado por pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, chegou a estimar que as medidas de distanciamento social, mesmo que brandas, talvez precisem ser empregadas até 2022 para evitar que o novo coronavírus continue a colocar em risco os sistemas de saúde do mundo – esse cenário, contudo, é somente uma estimativa e pode mudar.