O Facebook vai permitir que as pessoas desativem a exibição de anúncios políticos na rede social. O anúncio foi feito por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em um editorial opinativo no jornal USA Today. “Para aqueles que já se decidiram e só querem que as eleições acabem, nós ouvimos vocês”, escreveu.

Os usuários poderão desativar os anúncios políticos, eleitorais e que abordem problemas sociais que foram publicados por candidatos, comitês de ações políticas e outras organizações que tiverem a etiqueta que indica quem pagou pela publicidade.

De acordo com a CNBC, a empresa irá liberar essa opção a partir desta quarta-feira (17) e ela estará disponível para todos os usuários nos EUA pelas próximas semanas. A medida também vale para o Instagram e o plano da companhia é expandir essa opção para outros países do mundo no futuro.

Quando as pessoas virem um anúncio político, poderão clicar no menu de opções para desabilitar futuras publicidades. Haverá ainda uma opção nas configurações da conta para desabilitá-las.

Zuckerberg escreveu em seu editorial que, mesmo possibilitando a desativação desses anúncios, “lembrará as pessoas de votarem”. Nos EUA, é preciso se registrar antes das eleições, e o Facebook anunciou que planeja ajudar 4 milhões de pessoas a se registrarem a partir de uma iniciativa chamada “Voting Information Center”. Esse centro terá opções sobre como e quando votar, como se registrar, entre outras coisas.

As iniciativas do Facebook com anúncios políticos não são novas, mas as medidas só começaram para valer depois de ficar claro que as redes sociais tiveram grande influência nas eleições de 2016. No começo deste ano, o Facebook já tinha anunciado que permitiria que usuários escolhessem ver menos publicidades políticas. Outras redes e serviços, como o Twitter e o Spotify, proibiram anúncios políticos em suas plataformas.

Enquanto essa medida sobre anúncios políticos não chega ao Brasil, o Facebook anunciou que está apoiando pelo terceiro ano consecutivo o Comprova, um programa colaborativo que reúne jornalistas de 28 veículos de comunicação de todo país para verificação de notícias.