O Facebook abriu um processo na quinta-feira contra o proprietário de um site que supostamente operava uma rede de sites clones do Instagram usando informações de mais de 100 mil perfis públicos. Esta queixa marca a mais recente medida da gigante das mídias sociais contra organizações que violam seus termos de serviço.

De acordo com a empresa, Ensar Sahinturk, de nacionalidade turca, usou um software de automação para raspar perfis, fotos e vídeos de mais de 100 mil contas do Instagram sem permissão. Ele então publicou esses dados em sua rede de sites clones, muitos dos quais tinham nomes semelhantes ao da rede social de fotos.

O Facebook disse que tomou conhecimento da rede em novembro de 2019, e pelo menos um dos sites de Sahinturk começou a operar em agosto de 2017. Em um comunicado ao TechCrunch, um porta-voz da empresa disse que a rede tinha “tráfego volumoso”, mas não divulgou dados específicos sobre a extensão de seu alcance.

Em um post no blog da empresa anunciando o processo, Jessica Romero, diretora de aplicação de regras e litígios do Facebook, disse que o Facebook já havia enviado ordens para Sahinturk parar as atividades e desativado suas contas no Facebook e Instagram. Agora a empresa busca “obter uma liminar permanente” contra ele.

“A extração de dados prejudica a privacidade das pessoas e a capacidade de controlar suas informações e é proibida por nossos Termos”, disse Romero. “Este caso é o exemplo mais recente de nossas ações para interromper aqueles que roubam dados dos usuários como parte de nosso compromisso contínuo de proteger nossa comunidade, fazer cumprir nossas políticas e responsabilizar as pessoas por abusar de nossos serviços.”

O Facebook tem movido processos em uma campanha agressiva contra desenvolvedores e organizações que fazem mau uso de sua plataforma.

No mês passado, a empresa entrou com duas ações contra empresas flagradas vendendo curtidas e seguidores no Instagram. Um desenvolvedor que vive na Rússia foi processado em agosto por supostamente administrar uma rede de empresas que lidavam de forma semelhante com engajamento falso na plataforma.

Aparentemente, esta é uma linha de trabalho lucrativa, o que explica por que tantas campanhas fraudulentas continuam surgindo. Uma rede na Nova Zelândia supostamente ganhou mais de US$ 9 milhões vendendo serviços de engajamento artificial antes de o Facebook mover um ação contra os responsáveis no ano passado.