Milhares de zumbis Brasil afora viraram essa madrugada de quinta para sexta-feira para comprar um iPhone 4 antes de todo mundo. A Oi ficou quieta. A Claro silenciosamente furou o bloqueio e começou a vender à tarde. Ficou a cargo de TIM e Vivo fazerem festas de lançamento em várias capitais – estivemos nas duas em São Paulo. Com uma estratégia de sortear um aparelho em cada lugar, a TIM ganhou de goleada no número de presentes (pelo menos 500 pessoas em São Paulo e número parecido no Rio), enquanto a Vivo conseguiu descontos especiais para seus primeiros clientes. Passada essa loucura, perguntamos: vai ter aparelho pra todo mundo? Os preços estão melhores que pensávamos?

Como falamos antes aqui, a prioridade da Vivo (foto lá em cima) é atender os seus atuais clientes. Quem foi convidado à festa do shopping Morumbi (havia umas 150 pessoas), conseguiu ainda mais desconto sobre o iPhone 4: vimos aparelhos de 16 GB por R$ 800 no plano iPhone 200, bem menos que o valor normal (e em 6 vezes no cartão). De hoje em diante, aparentemente, a tabela é aquela que publicamos, mas clientes podem usar seus pontos para ter o preço reduzido. Por lá, teve baladeeenha:



Lá pra uma e pouco da manhã acabaram os iPhone 4 de 32 GB. As pessoas meio decepcionadas acabavam levando o de 16 GB mesmo porque havia um certo rumor que não haveria oferta o suficiente. "No fim de semana acaba o estoque do Brasil inteiro", ouvi um vendedor falando. O quanto isso é estratégia de marketing pro povo comprar rápido e o quanto é real, difícil dizer. O fato é que a demanda é efetivamente grande.

Na TIM a coisa não era muito diferente. Segundo uma atendente da empresa no Eldorado, o estoque inicial era de 250 aparelhos, mas a equipe logo correu atrás de mais unidades nos estoques de outras lojas, quando viu o tamanho da fila que se formava. Encontramos lá Paulo, de 17 anos, que encarou um ônibus desde Americana, a 130km da capital paulista, sem saber se poderia comprar ou não o iPhone 4 hoje. Seu irmão Pedro, 25, botava medo, duvidando que haveria aparelhos para todos da fila. 

E quem compra um iPhone 4 antes de todo mundo? Pelas nossas observações, o óbvio: 80% (estatística nada científica) são pessoas que tem um iPhone 3 ou 3GS. Nos lugares que visitamos, não faltavam pessoas na fila jogando coisas nos seus iPhones, conversando sobre apps e até exibindo seus iPads. Era uma festa da Apple, mas sem muita afetação (pouca gente com camisa da marca, por exemplo). Entre os não convertidos, vi gente com Nokias e apenas um Android. 

E Blackberries. Fernando Lemos, 38 anos, esperava com um bold na mão. "Mas é corporativo", logo acrescentou, quase como se estivesse se desculpando. Apesar do concorrente nas mãos, Fernando também é fã da maçã. "Já estou vendo com a empresa se eles não querem liberar iPhones corporativos".  Já Luiz Gustavo, 25, que estava na fila acompanhado da namorada Natália Botti, 21, não está no time. "Não gostei do iPhone, nem do 3G, nem do 3GS. Não achei melhores que os concorrentes. Mas o 4 finalmente é melhor que os outros", disse, citando o FaceTime e a tela Retina. 

E você, amigo leitor que foi a uma dessas festas ou pretende comprar um iPhone 4. Alguma boa história para nos contar? Ou você acha tudo isso uma maluquice de fanboys / bicões de festas com champanhe e (bons) canapés?

(Esse estudante de 19 anos foi o primeiro comprador do iPhone 4 da Vivo em Porto Alegre. Foto: Divulgação)

O fato é que o iPhone 4, pelo preço e barulho, vai fazer bastante sucesso no Brasil. E forçar concorrentes (estou olhando para você, Galaxy S de R$ 2.300) a competir em preços de acordo. E isso é bom.

[Crédito da Foto do lançamento TIM: Fernando Pilatos/UOL]