Ao que parece, o Adobe Flash garantiu seu espaço no hall dos softwares que vão se aposentar. , Nesta terça-feira (26), fomos agraciados com o lançamento do Firefox 85 da Mozilla. Até alguns dias atrás, o navegador seguia sendo o último da velha guarda a oferecer suporte ao Flash, sem deixá-lo pra escanteio. Mas, vamos combinar: quem vive de passado é museu, não é mesmo?

Contudo, a rejeição não começou ontem. A Apple havia criticado o software pela primeira vez em 2010 e o banido de seus iPhones. No ano de 2020, ela encerrou o suporte no Safari 14. Google e Microsoft também não ficaram pra trás e o descartaram no início deste ano, depois dos lançamentos do Chrome 88 e Edge 88, respectivamente.

Embora o plugin tenha sido um dos pioneiros em jogos, vídeo e animação na web, a Adobe havia anunciado anteriormente uma estratégia de longo prazo para interromper as atualizações e distribuição do Flash Player, incentivando os criadores a migrar qualquer conteúdo confiável e flexível para formatos mais modernos e abertos.

Além de algumas omissões notáveis, o Firefox 85 também adicionou alguns novos recursos interessantes, incluindo o particionamento de rede, que funciona para proteger os usuários dos supercookies de rastreamento, dividindo o cache do navegador por site.

“Ao longo dos anos, rastreadores foram encontrados armazenando identificadores de usuário como supercookies em partes cada vez mais obscuras do navegador, incluindo armazenamento em Flash, ETags e sinalizadores de HSTS”, escreveu a Mozilla em um blog. “As mudanças que estamos fazendo no Firefox 85 reduzem muito a eficácia dos supercookies baseados em cache, eliminando a capacidade de um rastreador de usá-los em sites.”

Outras grandes novidades incluem mudanças na forma como os favoritos são armazenados no navegador e uma opção de remover todas as credenciais salvas clicando em um único botão, o que torna mais fácil a vida dos usuários que compartilham um computador ou precisam limpar o navegador por motivos de privacidade.