Por anos, a Mozilla esnobou o iOS, se recusando a levar seu navegador – mesmo que de forma limitada – ao sistema móvel da Apple. Isso acaba este ano: começaram os testes públicos do Firefox para iPhone.

O navegador tem uma interface semelhante à que vimos no Android há muitos anos. Nesta fase de testes, a Mozilla está coletando feedback sobre três recursos: um deles é a Conta Firefox, que sincroniza o histórico, senhas e abas do seu computador para o iOS.

O segundo recurso são as Abas Visuais, uma forma de acompanhar suas abas abertas. Por fim, temos a Busca Inteligente, que sugere buscas de acordo com o que você digitar na barra de endereço.

Firefox para iOS no iPhone 6 Plus

No momento, o teste está limitado a usuários na Nova Zelândia. Você pode se cadastrar neste link para ser avisado quando o Firefox para iOS chegar por aqui. A Mozilla diz que vai lançá-lo “no restante do mundo ainda este ano”.

“Restrições técnicas”

O Firefox está enfim chegando ao iOS, após muito tempo se recusando a entrar no sistema da Apple. Em 2010, a Mozilla dizia que “há restrições técnicas e logísticas que tornam complexo, para não dizer impossível, criar uma versão completa do Firefox para iPhone”.

No mesmo ano, eles lançaram um app para iOS chamado Firefox Home, que apenas sincronizava suas abas e favoritos, e que abria o Safari para acessá-los – ele foi encerrado após dois anos. Em 2012, a Mozilla mostrou um protótipo de navegador para iPad, baseado em Webkit e com um design minimalista, que nunca foi lançado.

Em 2013, a Mozilla disse que só levaria o Firefox para o iOS quando não fosse mais obrigatório usar Webkit para renderizar páginas no navegador, em vez de sua própria engine chamada Gecko.

Mas, no ano passado, a companhia mudou de ideia. Em dezembro, o gerente Lukas Blakk tuitou: “nós precisamos estar onde nossos usuários estão, e por isso vamos levar o Firefox ao iOS”.

O Firefox vem perdendo espaço no desktop, e não conseguiu uma participação significativa em dispositivos móveis. Segundo a Net Applications, ele tem apenas 0,72% dos usuários em celulares e tablets, uma área dominada por Safari e Chrome.

[Mozilla via The Next Web]