Os gadgets não são os melhores amigos dos mentirosos. Um exemplo disso é o caso de Jeannine M. Risley: ela disse que estava dormindo quando foi atacada por um estranho – mas a pulseira Fitbit dela sabia que não era bem assim.

De acordo com o LancasterOnline, Jeannine viajava a trabalho duas vezes por mês para a cidade de Lancaster (EUA), e ficou hospedada na casa do chefe em março. Ela diz que, enquanto dormia no quarto de hóspedes, um homem desconhecido a puxou da cama e a atacou, ameaçando com uma faca.

Segundo o canal ABC27, quando a polícia chegou, eles imediatamente começaram a procurar o agressor. Mas a casa estava coberta de neve, e não havia pegadas nem rastros no chão. Além disso, Jeannine não lhes deu nenhuma descrição além de “um homem usando botas”.

A investigação começou a se concentrar em Jeannine: a polícia examinou o Fitbit dela, e descobriu que a mulher estava andando pela casa quando alegou estar dormindo.

Por que ela fez isso? Bem, o chefe de Jeannine diz que a dispensou do cargo de diretora temporária na empresa, e ela deveria informar isso aos funcionários em uma reunião na semana em que o suposto ataque aconteceu.

Agora, Jeannine está sendo acusada de mentir para a polícia, e de adulterar provas – ela virou móveis e colocou uma faca para deixar a história mais convincente. O caso deve ser julgado pelo tribunal local, a menos que seja feito um acordo extrajudicial; ela responde em liberdade.

Não é a primeira vez que vemos alguém fazendo algo errado e sendo traído pelo próprio gadget. No ano passado, Pedro Bravo foi condenado à prisão perpétua por matar Christian Aguilar em 2012 na Flórida (EUA). O iPhone dele se conectou a redes de celular que divergiam do álibi, próximas ao local do crime, e esta foi uma das evidências usadas no julgamento. [LancasterOnline, ABC27]

Foto por Richard Drew/AP