Remover tinta de qualquer coisa envolve algum trabalho (exceto roupas, talvez). Mas imagine que, ao invés de uma parede comum, a tinta devesse ser removida de um avião de guerra, cheio de curvas. E o material usado na pintura não é comum: ele foi fabricado para resistir a voos supersônicos. Decididamente, essa é uma tarefa difícil. Por isso, a Força Aérea Americana deixa esse serviço para robôs com lasers.

Em parceria com o Centro Nacional de Engenharia Robótica da Universidade Carnegie Mellon e a Concurrent Technologies Corporation, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea Americana está desenvolvendo um pequeno esquadrão de robôs que conseguem remover a tinta de um caça com uma assistência humana mínima.

Os lasers usados são acoplados nos longos braços articulados dos robôs, para assegurar que o raio esteja sempre no ângulo apropriado  em relação ao contorno do avião. Como não usa materiais químicos como abrasivos, a técnica produz poucos resíduos. A poeira gerada é mínima e instantaneamente removida por um sistema de sucção e filtragem, o que garante que, mesmo projetado para funcionar de maneira autônoma, o processo ainda seja bem seguro para humanos.

Atualmente, os robôs são testados em uma base no norte de Utah, onde seis deles ficarão para limpar e repintar aviões. Mas a questão que fica é: quando a gente vai poder alugar uns desses, hein? Tem uns armários lá em casa precisando de um trato. [Carnegie Mellon via Gizmag]