Como o fotógrafo Terje Hellesø ganhou o maior prêmio da Agência Sueca de Proteção Ambiental em 2010? Tirando muitas fotos incríveis de espécies em extinção. E como ele encontrou tantas espécies em extinção para fotografar? Em sites de bancos de imagens na internet. Hellesø foi desmascarado.

A trapaça de Hellesø, que lhe rendeu o prêmio, foi descoberta pelo conservador sueco de animais Gunnar Gloerson, que o acusou depois de notar as fotos suspeitas. Não só as fotos de Hellesø tinham uma aparência questionável, como ele estava criando uma quantidade estranhamente alta delas. Gloerson diz em seu blog: “Em menos de um ano, [Hellesø] fez amizade com seis linces selvagens em Mullingar! Um total de 150 observações de lince em 9 meses! (…) A maioria dos fotógrafos da natureza lutam pela vida para a foto perfeita, com iluminação perfeita e com o animal selvagem no lugar certo. Este fotógrafo parece tirar uma foto assim toda semana!”

As fotos de Hellesø pareciam boas demais para serem verdade porque eram mesmo falsas: ele estava pegando animais de fotos encontradas em bancos de imagens, e compondo imagens falsas com eles. E ele nem estava fazendo isso direito.

Esta revelação realmente precisava da reação cética de Gloerson? Se você der uma olhada no trabalho de Hellesø, várias coisas são completamente ridículas. Esta “foto” de um lince parece que foi feita no Paint, não capturada na floresta.

A foto deste gaio-siberiano parece ser um efeito especial. Cara, como esta imagem borrada conseguiu enganar alguém? E justo uma Agência de Proteção Ambiental! Será que as pessoas cujo trabalho é reconhecer animais raros não estranharam que alguém estava tirando mil fotos deles?

Segundo o PetaPixel, Hellesø pode perder o prêmio, mas a agência sueca que concedeu o prêmio não deveria sair ilesa – alguém lá dentro deveria pagar pelo erro também. [UPI via PetaPixel]