Imagine personalizar seu laptop da mesma forma que você trocaria os componentes dentro de um gabinete de PC. Isso faz parte da premissa por trás do laptop Framework, feito por uma startup que quer facilitar o diagnóstico e o reparo dos seus equipamentos. A pré-venda já está liberada para o primeiro lote, com quatro modelos diferentes disponíveis em uma faixa de preço surpreendentemente acessível (para os padrões americanos, claro).

O preço de cada um dos notebooks da Framework é baseado na opção de processador, memória e armazenamento que você escolher. Todos os laptops são movidos a processadores Tiger Lake de 11ª geração da Intel. Os modelos básicos de US$ 1 mil vêm com um processador Core i5-1135G7, 8GB de RAM e um SSD de 256GB para armazenamento. O modelo de desempenho Performance de US$ 1,4 mil tem especificações melhores, com um processador Core i7-1165G7, 16 GB de RAM e um SSD de 512 GB. Já o modelo Professional de US$ 2 mil completa a linha com um processador Core i7-1185G7 mais veloz, 32 GB de RAM e um SSD de 1 TB.

Os modelos básicos e Performance vêm com um serial para Windows 10 Home, enquanto o modelo Professional roda o Windows 10 Pro. Há também uma configuração “faça você mesmo” a partir de US$ 750. Você pode personalizar os componentes e, em seguida, montá-los você mesmo, e até escolher entre Windows e Linux.

Os laptops Framework são relativamente padronizados em todos os aspectos. Todos eles possuem telas de 13 polegadas e uma bateria de 55Wh, bem como uma webcam de 1080p e 60fps com um botão físico de privacidade — que vai além da maioria dos laptops de consumo, mesmo os voltados para negócios. Nem todas as partes do laptop Framework podem ser trocadas por uma questão de manter funções e design consistentes entre os modelos. Mas o hardware que você precisaria (ou gostaria de) atualizar primeiro pode ser substituído, incluindo o processador, o chip wi-fi, a RAM e o armazenamento.

Como o Gizmodo relatou no lançamento inicial do Framework, os laptops têm quatro entradas intercambiáveis, ajudando a eliminar a necessidade de um dock separado. O Framework chama isso de Sistema de Cartão de Expansão.

Há a placa USB-C padrão, que oferece suporte para carregamento por USB4, 20V/5A e modo DisplayPort Alt para conectar um monitor; uma placa USB-A compatível com USB 3.2 Gen 2; uma placa HMDI compatível com HDMI 2.0; uma placa DisplayPort para suporte a DisplayPort 1.4; uma porta MicroSD; um cartão para 250 GB ou 1 TB extra de armazenamento, que funciona como uma unidade externa; e o Framework tem mais placas de expansão em desenvolvimento para fones de ouvido, microcontroladores e outros.

Você pode escolher as portas que deseja e de que lado gostaria que fossem. A bateria, a tela e o teclado também podem ser substituídos, e você pode trocar o teclado se usar diferentes idiomas e layouts — ou se você costuma ter teclas com sujeira acumulada ​​devido ao hábito de comer perto do computador. (Acontece nas melhores famílias.) Há também uma moldura magnética personalizável.

A computação móvel modular não é um conceito novo. Mas com as ameaças crescentes das mudanças climáticas e uma necessidade desesperada de reduzir o lixo eletrônico, a tentativa do Framework oferece um pouco de esperança para a indústria. O desafio é fazer com que as pessoas adotem a ideia em grande escala, especialmente as que não entendem muito de tecnologia.

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Talvez se o laptop Framework puder ter algum sucesso, outros projetos modulares móveis irão decolar novamente. Não posso deixar de pensar no lendário smartphone Android Project Ara, que oferecia a promessa de modularidade em um dispositivo menor, que costumamos trocar com mais frequência do que nossos laptops.

A pré-venda para todos os modelos Framework está disponível nos EUA e, em breve, no Canadá. A empresa planeja receber pedidos da Europa e da Ásia antes do final do ano. É necessário um depósito reembolsável de US$ 100 para todas as encomendas.