Se você comprou algum Rock Band, ou os últimos Guitar Heroes, não deve estar com vontade de adquirir mais instrumentos de plástico. Se você não comprou, talvez esteja na hora de levar a sério seu lado músico virtual e curtir um dos gêneros mais sociais que apareceram nos games na última década. Rock Band 3, que está saindo agora, parece querer diminuir o tamanho do abismo que separa os jogos musicais do desenvolvimento de habilidades musicais de verdade. E para atingir isso, talvez o aspecto mais importante do game seja a qualidade dos seus novos controles/instrumentos. Será que eles valem o investimento? Veja aqui o que está sendo dito a respeito.

Nota: Rock Band 3 inaugura um novo modo de jogo, chamado "Pro". Neste modo, que é o grande destaque do novo jogo, o realismo do ato de tocar foi aumentado drasticamente, e é predominantemente sobre ele que estamos falando neste post. Se você só quer se divertir sem maiores complexidades e sem a pretensão de aprender o instrumento de verdade, o antigo modo de jogo ainda está disponível. 

Guitarra (Fender Mustang Pro)

Wired: "O modo Pro Guitar muda completamente a experiência do jogo, de cima a baixo. Você não estará mais confiando na memória muscular e na sorte para terminar uma música no nível Expert, agora você estará aprendendo a tocar aquela música de verdade. Isso é difícil. Sim, é. Se você nunca pegou em uma guitarra de verdade na vida, vai demorar um bom tanto para pegar o jeito. É algo completamente diferente da jogabilidade com a guitarra antiga do jogo, e para ter qualquer chance de sucesso nos níveis acima do Normal você precisará passar pelas aulas do modo Pro que o jogo te dá, aprendendo acordes, arpeggios, palm muting e mais. Mas, assim como ao aprender um instrumento de verdade, é só treinar que você consegue."

Engadget: "A construção da guitarra — que pode ser dividida em cabeça, braço e corpo para transporte — parece leve e quase frágil às vezes, mas, para ser justo, ela resistiu muito bem durante as nossas sessões de jogo, e não temos nenhum motivo para suspeitar que ela possa decepcionar neste ponto."

Teclado

Kotaku: "Teclados?! OH YES, teclados! Apesar do instrumento não ser tão charmoso ou natural de tocar quanto uma guitarra de plástico, os teclados de Rock Band 3 são uma adição extremamente bacana. A inclusão do instrumento é bem complementada por sólidas contribuições da trilha sonora, que inclui músicas bem divertidas de tocar nas teclas, de bandas como Queen e Yes. Tocar teclados em músicas que você normalmente passaria reto, como as do Smash Mouth, pode fazer até com que você passe a gostar mais delas, transformando-as em novas favoritas do Rock Band 3."

Joystiq: "Assim como o controle guitarra imita o dedilhado e as palhetadas de uma guitarra real, o teclado emula a gostosa percussão de bater nas teclas de um piano — uma sensação completamente diferente, mas igualmente interessante. É claro que a sensação é transmitida especialmente bem no modo Pro, onde todas as 25 teclas (sustenidos e bemóis inclusos) devem ser tocadas. O jogo divide seções de notas no teclado em grupos de diferentes cores para te ajudar a se acostumar a seguir as notas que aparecem. Mesmo assim, aprender a ler esta nova tela de notas se torna parecido com aprender um novo idioma. Mas a dificuldade faz com que a sensação seja ainda mais satisfatória quando você finalmente consegue comandar as suas mãos para fazer exatamente o que precisam fazer.

(…)

O teclado logo superou a bateria como o meu instrumento favorito do jogo, mesmo sofrendo com a pouca variedade de músicas feitas para ele — apenas as do disco do Rock Band 3 e as futuras músicas por download é que terão faixas dedicadas ao teclado. Felizmente, é possível usá-lo para tocar partes de guitarra e baixo, sendo que este segundo se traduz muito bem ao novo periférico."

Bateria

A bateria da série Rock Band mudou muito pouco entre o segundo e terceiro jogo, então pouco falou-se sobre ela. Basta dizer que agora os pratos, que eram um acessório separado e opcional no Rock Band, são necessários e fazem parte da experiência no modo Pro. Antes eles eram apenas redundâncias para melhorar o feeling de tocar, mas agora têm as suas próprias notas exclusivas na tela. Outra novidade da bateria — esta opcional — é a possibilidade de incluir um segundo pedal para alternar entre chimbal aberto e fechado ou ter um segundo bumbo nas partes chamadas "frestyle". Em resumo: a experiência da bateria em Rock Band permanece quase a mesma, apenas um pouco mais complexa pela adição dos pratos.

O Pedro está à procura de um amigo muito amigo mesmo para trazer a caixona para cá. E você? Se interessou?