Este mês, 12 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas quando o terrorista Anis Amri dirigiu um caminhão roubado através de um mercado de Natal lotado em Berlim. No entanto, se não fosse por um sistema de freio automático exigido por regras da União Europeia, a tragédia da semana passada poderia ter sido ainda pior.

Segundo investigadores, o caminhão parou a menos de 100 metros depois que seus freios autônomos detectaram uma colisão. “Esta tecnologia salvou vidas”, disseram fontes do governo em Berlim ao Süddeutsche Zeitung.

Relatos iniciais sugeriam que o motorista ferido do caminhão teria freado o veículo, mas depois as autoridades disseram que ele estaria mortalmente ferido antes de o ataque começar.

Em 2012, a UE aprovou uma regulamentação exigindo que novos veículos pesados fossem equipados com sistemas AEB (frenagem avançada de emergência), que “detectam a possibilidade de uma colisão com o veículo à frente; avisam o condutor através de uma combinação de sinais ópticos, acústicos ou táteis; e, se o motorista não tomar nenhuma ação, ativam automaticamente os freios do veículo”.

No início deste ano, a NHTSA (órgão americano equivalente ao Denatran) anunciou que as fabricantes de automóveis nos EUA concordaram em embutir sistemas AEB por padrão em praticamente todos os carros novos até 2022.

E esta semana, um carro elétrico da Tesla equipado com AEB pode ser visto freando antes que uma colisão aconteça, demonstrando como freios automáticos podem ser importantes.

[Deutsche Welle]

Foto: Bernd von Jutrczenka/dpa via AP