Elon Musk se tornou esta semana o mais novo acionista do Twitter. O CEO da Tesla e SpaceX detém, agora, uma participação de 9,2% na empresa. Entretanto, a notícia que Musk assumirá um assento no conselho de administração da rede social deixou alguns funcionários preocupados.

Quatro funcionários da companhia disseram à Reuters que temem pela capacidade da rede mídia social de moderar conteúdo no futuro. Segundo eles, o CEO agora tem o poder de influenciar as políticas da empresa relativas a usuários que tenham comportamento abusivo e propaguem discursos de ódio.

Um bom exemplo disso é que poucas horas após o anúncio do novo acionista, diversos usuários da rede social começaram a pedir pelo retorno do ex-presidente americano Donald Trump. Trump foi banido da plataforma — e também do Facebook — após o ataque ao Capitólio, no início do ano passado.

Apesar destas preocupações, Elon Musk ainda não deu detalhes sobre o que pretende fazer com a participação que adquiriu na empresa.

Vale ressaltar que, antes mesmo de anunciar sua nova aquisição, há cerca de duas semanas, o empresário fez uma enquete em seu próprio perfil do Twitter, perguntando aos seus 80 mil seguidores se acreditavam que a rede social deveria aderir aos princípios de liberdade de expressão.

Na ocasião, 70,4% dos votantes responderam que não.

Os funcionários, que pediram para não serem identificados com medo de serem repreendidos pela empresa, dizem que o receio é a longo prazo, pois temem também o envolvimento de Musk mude a cultura do Twitter.