Uma recente pesquisa mostra porque políticas de segurança corporativas colaboram muito pouco para impedir funcionários de administrar incorretamente suas senhas. Ela também mostra que funcionários preferem medidas de segurança biométricas e acham que o novo Face ID da Apple é bem confiável – mesmo que quase ninguém tenha testado a função ainda.

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Um novo relatório feito pelo escritório de segurança israelense Secret Double Octopus (SDO), cuja tecnologia de autenticação de senhas foi “originalmente desenvolvida para proteger códigos de lançamentos nucleares”, revela que, apesar das políticas de segurança para proteger senhas, um considerável número de funcionários admite que as administram incorretamente, de forma anônima, no entanto.

Cerca de 40% de funcionários do governo que responderam a pesquisa dizem que utilizam folhas de papel para guardar as senhas, enquanto 14% admite guardá-las digitalmente, usando uma tabela ou documento no computador – uma enorme falha de segurança. A pesquisa também descobriu que cerca de metade do total de funcionários da indústria de assistência médica faz o mesmo. Aproximadamente 13% dos funcionários do setor financeiro usam programas como o Bloco de Notas para armazenar senhas, enquanto 28% usa papel e caneta, de acordo com a SDO, que entrevistou 522 pessoas em médias e grandes empresas com mais de 1.000 funcionários.

Ao todo, cerca de 59% dos funcionários disseram que usam papel, documentos digitais e programas como o Bloco de Notas para armazenar senhas do trabalho. Infelizmente, isso fica pior.

14% dos entrevistados diz que eles compartilham senhas do trabalho, enquanto 21% admite usar a mesma senha em outros serviços online – o que não é nada recomendado. Pelo menos 5% diz estar ciente de já ter usado a senha do trabalho em formulários fraudulentos ou páginas da web. Este valor sobe para 11% no setor de TI (É provável que funcionários de TI estejam mais cientes sobre seus erros).

Entre os funcionários que utilizaram uma mesma senha para o trabalho e serviços online – pense no Netflix e Gmail – a maior porcentagem ocorre na indústria bancária (21%). Milennialls estão supostamente mais propensos a utilizarem a mesma senha do trabalho (28%), de acordo com a SDO, enquanto 10% dos funcionários entre 55 e 64 anos admitem fazer o mesmo.

Reconhecimento fácil é muito desejado

Apesar das preocupações levantadas com a presença do Face ID – a tecnologia introduzida no novo iPhone X, que ninguém ainda tem – diversos funcionários afirmam ser a maneira preferida de autenticação. Em termos de confiabilidade, o Face ID fica atrás apenas do Touch ID, que lê impressões digitais em vez de reconhecimento facial; 86% preferem o Touch ID do que senhas, enquanto 72% diz preferir o Face ID.

A facilidade com que essas tecnologias são usadas é um fator considerável. De acordo com a SDO, cerca de 37% dos funcionários precisam se lembrar de quatro ou mais senhas no trabalho, e é pedido que elas sejam trocadas pelo menos três vezes ao ano. Dois terços dos entrevistados admitem esquecer de trocá-las.

“A preferência de autenticação  dos funcionários tem um importante papel na estrutura da segurança geral de uma organização”, disse a SDO. “Quanto mais amigável e confiável for o método, mais provável será sua adaptação sem problemas com usuários”.

Por qualquer seja a razão, o Face ID – que, de novo, quase ninguém testou – é considerado significantemente menos “amigável” ao usuário do que o Touch ID. Mas de acordo com a Apple, que nega os rumores de ter diminuído a precisão do Face ID para suprir a demanda pelo iPhone X, a tecnologia é mais segura.

A companhia afirma que a câmera TrueDepth do iPhone X mapeia os contornos únicos da face de um usuário utilizando 30 mil pontos infravermelhos. E enquanto existe a possibilidade de desbloquear o telefone de alguém com a digital em 1 em 50 mil, a chance do Face ID determinar um falso positivo é de 1 em 1 milhão. Mas teremos que ver para crer se o iPhone X realmente faz isso.