Em 2019, vimos várias empresas mostrando suas opções de smartphones dobráveis, mas não lançando no Brasil. Agora tudo indica que a Samsung deve trazer mesmo o Galaxy Fold para o mercado brasileiro.

Na próxima semana, a companhia realizará um evento, durante os dias 16 e 17 de janeiro, em que dará detalhes sobre a chegada do aparelho dobrável por aqui.

Fica difícil tentar especular o preço do aparelho. No entanto, uma coisa é certa: o Galaxy Fold deve chegar muito caro. Não só pelas configurações topo de linha e as especificações, mas por ser um dos primeiros do tipo — a ressalva aqui foi feita só para lembrar que a LG lançou um dispositivo que dobra, mas que é discutível se ele pode ser considerado um “smartphone dobrável” ou não, já que ele, na verdade, precisa de uma “capinha com uma tela auxiliar” para dobrar.

Para ter uma noção, no México, o Galaxy Fold tem preço sugerido de 48 mil pesos mexicanos, o que equivale a R$ 10,3 mil (cerca de US$ 2.500, considerando o câmbio do dia). Se for analisar friamente, o valor do dispositivo está um pouco acima do praticado nos Estados Unidos, onde ele pode ser encontrado partindo em US$ 1.980.

Características do Galaxy Fold

Para começar, o Galaxy Fold aberto tem 7,3 polegadas; fechado ele conta com um display de 4,6 polegadas.

Ele tem um processador de 7 nm, 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. A companhia sul-coreana ressalta que este é o primeiro telefone com UFS 3.0, o que deve oferecer altas velocidades para abertura de apps e downloads.

Um telefone com super especificações também vem com um monte de câmeras. A Samsung equipou o Galaxy Fold com SEIS: três na traseira (16 MP, 12 MP e 12 MP), duas na lateral (10 MP e 8 MP) e uma na frente (10 MP).

Fora isso, o dispositivo conta com um sensor de impressão digital na lateral e uma bateria de 4.380 mAh, que é divida entre os dois módulos do smartphone. O alto-falante, como os outros aparelhos topo de linha da marca, é da AKG. Os fones de ouvido dele são os Galaxy Buds.

A saga do Galaxy Fold

O Galaxy Fold foi apresentado em fevereiro de 2019 juntamente com o Galaxy S10. No entanto, em abril, jornalistas e influenciadores dos EUA receberam unidades para teste, já que as vendas começariam em breve.

O fato é que algumas pessoas começaram a relatar problemas. No caso, elas acabavam danificando o aparelho após remover uma espécie de camada protetora que ficava na tela. Houve até o caso de um jornalista que, após remover a tal proteção, a tela do dispositivo começava a piscar loucamente.

Dada a repercussão, a Samsung disse que consertaria o problema e que voltaria a vender o Galaxy Fold em breve.

O Galaxy Fold começou a ser vendido nos Estados Unidos e na Coreia do Sul em setembro de 2019. No México, que costuma ter lançamentos de aparelhos praticamente juntos com o Brasil, o smartphone passou a ser comercializado em outubro de 2019.

Até então, desde que foi lançado não aparecerem mais incidentes envolvendo o Galaxy Fold, o que demonstra que a Samsung fez bem a lição de casa.

Fico curioso para saber como vai ser a estratégia da empresa.

O próximo Galaxy S deve ser apresentado em 11 fevereiro de 2020 e, se seguir o que foi feito no ano passado, a Samsung já deve dar alguma dica do seu próximo dobrável durante o evento.