Calma, a Samsung não surtou e baixou o preço de seus tablets para o equivalente a US$ 200. Mas quando o assunto é conteúdo, a empresa parece ter entendido que há formas diferentes de enfrentar o iPad — se no preço e nos aplicativos está difícil, entupa-o de conteúdo de diversas fontes.

Tanto o Galaxy Tab 10.1 quanto o modelo 8.9 têm uma série de parcerias interessantes para os futuros compradores: são seis meses de assinatura de seis revistas digitais da Abril (Veja, Exame, Superinteressante, Elle, Casa Claudia e Alfa), nove livros digitais de graça da Livraria Cultura e dois meses de assinatura da Netmovies para novos usuários cadastrados. Os preços dos aparelhos continuam iguais — o Tab 10.1 custa R$2.000 (com 3G e HSPA+) ou R$1.600 (só Wi-Fi), e o 8.9 custa R$1.800 (com 3G e HSPA+, e não há modelo só Wi-Fi).



O que isso significa? Que o comprador de um Galaxy Tab não irá depender tanto do conteúdo do Android Market para curtir seu tablet. E isso é um passo importante: seria bondade chamar de “lento” o desenvolvimento específico de aplicativos para Honeycomb. Os desenvolvedores parecem não se empolgar com a plataforma e há poucas opções reais — até hoje, o número não passou da casa dos quatro dígitos. Contra os mais de 65 mil apps específicos para iPad, fica difícil concorrer. O jeito é seguir os passos da Amazon, que criou seu próprio mundo dentro do Kindle Fire para prender o usuário à telinha.

Só há uma importantíssima diferença: o Fire, que segundo a Amazon é o produto mais vendido de sua loja há semanas, tem como principal diferencial o preço. E nisso, por enquanto, a Samsung não mexeu. Esperamos que seja apenas um processo natural.