Esta semana, foram anunciados os detalhes finais do Apple Watch, incluindo sua duração de bateria e preço salgado. Há algumas ideias boas na plataforma da Apple, no entanto, e o Google está pronto para levá-las ao Android Wear.

Fontes dizem ao The Verge que o Android Wear vai receber três novidades na próxima versão: suporte a Wi-Fi, acesso fácil a apps e controle por gestos.

O suporte a Wi-Fi está presente no Apple Watch e permite mantê-lo conectado à internet na sua rede doméstica. Dessa forma, você continua a receber notificações e a usar apps mesmo que esteja longe do smartphone, sem exigir uma conexão Bluetooth com ele.

A maioria dos relógios com Android Wear tem Wi-Fi embutido, mas o sistema não permite usá-lo… por enquanto: a próxima atualização do sistema vai ativar isso. Como nota o Ars Technica, “você não terá que levar o smartphone apenas para obter uma conexão com a internet. Se meu dispositivo Android Wear tivesse Wi-Fi, eu o usaria muito mais do que agora.”

Outra novidade é o controle por gestos. O Apple Watch tem um botão giratório – a coroa digital – para que você possa interagir com a interface sem cobrir a tela com o dedo.

O Android Wear, por sua vez, permitirá que você gire levemente o pulso para alternar entre as notificações do relógio, em vez de usar a outra mão.

Por fim, teremos acesso mais fácil a apps. O Apple Watch permite abri-los rapidamente: pressione a coroa digital, toque em uma das “bolhas” na tela inicial e pronto. No Android Wear, por enquanto, é preciso seguir alguns passos: toque na tela principal, deslize até a parte inferior da lista, escolha “Iniciar…” e lá você verá a lista de apps. Você também pode ativá-los usando comandos de voz.

Em uma atualização futura, segundo o The Verge, “a interface do usuário terá acesso mais fácil a apps e contatos”, sem especificar como isso será feito.

Provavelmente não vale a pena comprar um Apple Watch em sua primeira geração, mas a Apple já está fazendo algumas contribuições para a plataforma de smartwatches. Como lembra o Ars Technica, os smartphones evoluíram a partir de um esforço espalhado por diferentes empresas – Apple, Google, Samsung, desenvolvedores de apps – e os relógios inteligentes devem repetir esse processo. [The Verge via Ars Technica]

Foto por Ken Shimoda/Flickr