As assistentes pessoais de Google, Amazon e Apple sempre gravaram trechos de interações de usuários, mas reportagens indicaram que áudios eram ouvidos por funcionários terceirizados que poderiam identificar as pessoas individualmente. Depois das revelações, as companhias começaram a anunciar medidas que restaurassem a confiança dos consumidores. O Google, por exemplo, pausou por um tempo essa revisão humana, que está voltando com novas medidas de privacidade.

Nesta segunda-feira (23), o Google anunciou que os áudios do Google Assistente não serão gravados por padrão e que há novas opções de privacidade disponíveis. A publicação no blog da companhia afirma que as gravações nunca foram armazenadas por padrão e que, para acessaram seus áudios, será necessário aceitar a opção de Atividade de Voz & Áudio (VAA, na sigla em inglês) ao configurar o Assistente pela primeira vez.

A companhia defende a coleta explicando que conseguirá identificar sua voz com mais facilidade no futuro e que aprenderá mais sotaques. A empresa diz ainda que é possível revisar e apagar esses áudios a qualquer momento.

Além disso, o Google diz que as novas configurações deixam mais claro que, ao optar por participar do VAA, humanos podem ouvir trechos de sua interação com os dispositivos. As pessoas que já configuraram o Google Assistente verão a opção novamente, para confirmar se querem continuar compartilhando informações.

A empresa fiz ainda que irá “adicionar maiores proteções de segurança” para que os áudios nunca sejam associados a uma conta específica, mas não detalha essa ação além de dizer que irá deletar dados associados que sejam mais velhos do que alguns meses.

As ações anunciadas tentam aliviar a imagem dos serviços de assistente pessoal por voz e o ponto mais positivo é deixar claro que trechos de áudio podem ser ouvidos por outras pessoas. Se você não estiver confortável com isso, basta não aceitar a opção de Atividade de Voz & Áudio – mas não pense que todos os riscos de privacidade serão resolvidos.