Pelo menos meia dúzia de empresas farmacêuticas estão nos últimos estágios de desenvolvimento de suas vacinas contra o novo coronavírus. E com tantos imunizantes a caminho – longe de mim reclamar, isso é ótimo! -, talvez fique difícil acompanhar as notícias envolvendo esses avanços científicos. O Google sabe disso e está lançando uma atualização no mecanismo de buscas que mostra as últimas informações sobre vacinas em andamento.

Os dados ficarão em destaque nos painéis de informações sobre o COVID-19, lançados pelo Google em março, quando os casos da doença explodiram e deram início à pandemia. Agora, além de notícias pertinentes sobre o vírus na região, o painel mostrará uma lista das vacinas que já foram autorizadas naquela localidade.

Além da busca, outros serviços do Google receberão o novo recurso. O YouTube é um deles. Desde março, o site de vídeos já traz o painel informativo sobre COVID-19. Segundo a empresa, esses painéis já foram vistos mais de 400 bilhões de vezes.

Por enquanto, a novidade está disponível somente no Reino Unido, onde a vacina da Pfizer em parceria com a BioNTech, aprovada em caráter emergencial, começou a ser aplicada na população nesta semana. A tendência é que a função chegue a mais países quando os governos liberarem o uso de novas vacinas na prevenção do COVID-19.

“Conforme o mundo volta seu foco para a distribuição de vacinas, o tipo de informação que as pessoas precisam [visualizar] vai evoluir. Comunidades serão vacinadas em um ritmo e escala sem precedentes. Isso vai exigir o compartilhamento de informações que eduquem o público, incluindo a abordagem de percepções distorcidas sobre vacinas, e ajudando a trazer à tona orientações oficiais sobre quando, onde e como essas pessoas serão vacinadas”, destacou Karen DeSalvo, diretora de saúde do Google Health.

A companhia também reforçou seu compromisso no direcionamento de verbas de receita com publicidade para ampliar o alcance de informações relevantes sobre o coronavírus. Desde o início da pandemia, foram US$ 250 milhões destinados à Ad Grants, que recebeu mais US$ 15 milhões no anúncio desta quinta-feira (10). Em abril, foram US$ 6,6 milhões para ajudar na checagem de dados que envolvam notícias de COVID-19.

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