Tem página pra burro na internet, e é muito fácil ficar perdido com o tanto de informações sobre um assunto ou saber qual é a fonte de determinado fato. Baseado nisso, o Google anunciou nesta quinta-feira (12) uma mudança no algoritmo de buscas que deve impactar diretamente sites jornalísticos.

De acordo com a empresa, conteúdos originais serão priorizados. Assim, dá a entender que o mecanismo de busca passará a destacar notícias que foram feitas antes, e não necessariamente quem fez o melhor trabalho de otimização. O objetivo, segundo o Google, é dar destaque para materiais feitos por “veículos da imprensa reconhecidos ou com um histórico de reportagens originais de alta qualidade”.

Diz o Google em seu anúncio (destaque nosso):

Embora o Google costume mostrar as versões mais recentes e abrangentes de um assunto ao exibir os resultados de notícias, mudamos nossos produtos globalmente para dar destaque a artigos que identificamos como reportagens originais importantes. Essas reportagens podem passar mais tempo em uma posição de grande visibilidade. Graças a esse destaque, o usuário pode conferir o conteúdo original e também ter acesso a artigos mais recentes sobre o mesmo tema.

Ainda que a empresa reforce o compromisso em mostrar conteúdos originais, ela mesma afirma que é difícil definir uma “reportagem original” e que, por isso, seu trabalho “terá de continuar evoluindo para compreendermos o ciclo de vida das matérias”.

Mesmo assim, o Google dá alguma ideia do que considera um bom conteúdo ao citar o seu documento com diretrizes de classificadores de busca (destaque nosso):

“Nela [nas diretrizes dos classificadores de busca], orientamos os classificadores a usar o grau mais elevado (“altíssima qualidade”) para reportagens originais “que contenham informações que, de outro modo, não seriam conhecidas sem a existência daquele artigo. Reportagens originais, aprofundadas e investigativas exigem muita habilidade, tempo e esforço para serem produzidas”

No anúncio, o Google fala bastante do destaque na busca. No entanto, isso deve afetar também outros produtos da companhia, com o o app do Google notícias e o feed de descoberta.

No fim das contas, parece que o Google quer destacar o material de quem faz reportagens relevantes, e não de quem as reproduz, mas que talvez saiba manipular melhor as ferramentas de otimização para aparecerem com mais destaque. A mudança faz sentido, mas só com o tempo saberemos a efetividade disso na audiência dos sites.

A alteração na busca começa a funcionar a partir de hoje em inglês, e no Brasil essas mudanças devem ser disponibilizadas em breve.