O Google mudou ontem a forma como sua busca funciona, integrando fortemente o Google+ aos resultados. Agora, grupos que defendem a privacidade na internet estão revoltados com potenciais invasões de privacidade.

O EPIC (Electronic Privacy Information Center) anunciou hoje que está considerando abrir reclamação no órgão governamental FTC (Federal Trade Commission) sobre o novo “Busca, mais seu mundo” do Google. Especificamente, o grupo acredita que as ações do Google violam estatutos antitruste ao alavancarem seu poder no mundo das buscas para concorrer no mundo das redes sociais. Como aponta o diretor executivo da EPIC, Marc Rotenberg, “o Google é uma empresa estabelecida tentando combater seu concorrente Facebook usando sua dominância de mercado em outro setor”.

Rotenberg ainda diz que “mesmo que dados dos contatos de um usuário no Google+ não sejam exibidos publicamente, as mudanças do Google tornam os dados pessoais dos usuários mais acessíveis”, o que poderia torná-los mais vulneráveis a intervenções por usuários maliciosos. Claro, o Bing da Microsoft tem integração dos resultados com o Facebook, mas a dominância do Google nas buscas o coloca sob maior escrutínio. Mas sejamos justos: o Facebook tem hoje cerca de 800 milhões de usuários e um histórico de não se importar com a privacidade dos usuários – o Google+ tem só 60 milhões de usuários.

O que você acha: o Google está realmente exagerando ao colocar informações sociais nas buscas, ou quem está exagerando é a EPIC?

UPDATE: O Google Brasil nos mandou a posição deles sobre o caso. O que eles têm a dizer:

O objetivo de nosso mecanismo de busca sempre foi entregar os resultados mais relevantes possíveis. Às vezes, o que mais importa é o conteúdo que foi especificamente compartilhado com você. A Busca + seu mundo não muda quem tem acesso ao conteúdo, mas apenas ajuda os usuários a redescobrir informações as quais eles já têm acesso. Nós tivemos o cuidado de oferecer, junto com esses novos recursos, proteções mais robustas de segurança, transparência e controle.

[LA Times]

Imagem por AP