Depois de meses de repercussão negativa, o Google concordou em acabar com os acordos de arbitragem forçada nos contratos de seus funcionários, a partir de 21 de março.

Algumas empresas de tecnologia, como o Google, incluíram esses acordos — que impedem funcionários de buscarem resoluções para reclamações na Justiça — em contratos de trabalho, enquanto muitos contratantes de terceiros encontrem uma capacidade limitada de optar pela não arbitragem em longos documentos de Termos de Serviço.

Nos últimos anos, o escrutínio por parte dos próprios funcionários tornou a arbitragem um problema-chave, e essas políticas foram parcial ou completamente encerradas em Microsoft, Uber, Facebook e outras empresas.

Em novembro, milhares de funcionários do Google se juntaram em uma paralisação em massa, que resultou no fim de acordos de arbitragem forçada em torno de alegações de assédio sexual no ambiente de trabalho para os empregados. Agora, como noticiou em primeira mão o Axios, a empresa está dando um fim a todas as formas de arbitragem para funcionários já no próximo mês.

Entretanto, assim como o acordo anterior do Google para amenizar o problema, trata-se de uma vitória com uma grande ressalva: a mudança ainda não se aplica a terceirizados e funcionários temporários.

Em julho de 2018, a Fortune noticiou que, pela primeira vez, o número de prestadores de serviços havia superado o de funcionários registrados, significando que a maioria do Google pode ainda estar trabalhando sob acordos de arbitragem forçada após o fim de março.

De acordo com o Google, a mudança não irá se aplicar retroativamente para disputas em andamento ou acordos já estabelecidos.