Os CAPTCHAs são aquelas letras deformadas que você precisa decifrar – e digitar – para realizar um cadastro, entrar em um site, e assim vai. Esta é uma forma de evitar que bots se passem por humanos. Infelizmente, isso não é muito eficaz: por exemplo, o Google acidentalmente criou um algoritmo no Street View que resolve CAPTCHAs com 99% de precisão.

Agora, o próprio Google quer melhorar isso com uma atualização para o reCAPTCHA, para provar com um clique que você é, de fato, humano.

A nova API do Google faz uma “análise de risco” – que a empresa propositadamente não detalha – para decidir se você pode ignorar o reCAPTCHA com apenas um clique rápido. Assim:

Novo CAPTCHA do Google

Se for necessária uma análise mais aprofundada de que você não é um bot, surge o campo abaixo para você digitar um número. São imagens do Street View, que o Google usa desde 2012 para você ajudar a digitalizar os números de casas e estabelecimentos.

Novo CAPTCHA do Google

Segundo o Google, sites como o WordPress e Humble Bundle, que já adotaram a nova API, permitem que os usuários sejam liberados com apenas um clique em 60% e 80% das vezes, respectivamente.

Mas isso não anula o propósito de proteger sites de bots? Que nada: o Google diz que o antigo sistema CAPTCHA não estava funcionando tão bem assim.

Enquanto a nova API do reCAPTCHA pode parecer simples, há um alto grau de sofisticação por trás da caixa de seleção. Há muito tempo, os CAPTCHAs contam com a incapacidade de bots em decifrar textos distorcidos. No entanto, nossa pesquisa mostrou recentemente que a tecnologia de Inteligência Artificial atual pode decifrar até mesmo a variante mais difícil de texto distorcido com uma precisão de 99,8%. Assim, o texto distorcido, por si só, não é mais um teste confiável.

Novo CAPTCHA do Google

O Google também quer tornar os reCAPTCHAs mais fáceis de usar no smartphone ou tablet. Nesse caso, você precisa tocar em imagens – de gatinhos, por exemplo – que correspondam a um exemplo, como na imagem acima.

Infelizmente, os CAPTCHAs continuarão a existir na web, mas o Google quer torná-los um pouco mais invisíveis e também incluir gatinhos – eu apoio ambas as ideias. [Google Blog via Wired]