O Google Play Música é um serviço 3 em 1: loja de música digital, backup da sua biblioteca musical na nuvem e serviço de streaming. E esta terceira parte promete ficar melhor: estão disponíveis no Brasil as playlists contextuais, listas de músicas pensadas para atividades específicas do seu dia ou semana. O Gizmodo Brasil deu uma olhada em como funciona o serviço, a convite do Google.

Logo que você entra no Google Play Música, vê uma seção na página inicial com situações e atividades. Elas variam de acordo com o dia e a hora — no momento em que estou escrevendo esta matéria, às 18h de uma segunda-feira, as sugestões do Google são “Pais e filhos”, “A hora do jantar”, “Lançamentos bacanas”, “Happy hour”, “Malhar” e “Desacelerar”.

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Escolha um destes contextos e você terá opções de gêneros musicais: “A hora do jantar”, por exemplo dá as opções “Tempero brasileiro”, “Menu light” e “Pitada pop”. Cada uma destas opções tem três playlists, cada uma com mais de três horas de duração, com uma seleção personalizada adequada para o momento e para seu gosto musical.

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E, mesmo que você esteja numa situação imprevista, é possível encontrar sugestões do Google Play Música para o momento. Seus colegas de trabalho resolveram fazer um churrasco quinta à tarde? O Google Play Música não vai sugerir automaticamente, claro, mas basta digitar “churrasco” na busca que você encontra a atividade.

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O Brasil é o quinto país a receber a função das playlists contextuais — o primeiro de língua não-inglesa. Helen Marqis, diretora global de programação musical do Google Play Música, conta que foram necessários alguns meses de trabalho para trazer as playlists contextuais para o Brasil. “Nós começamos do zero. Contratamos freelancers e experts em música no Brasil para criar playlists adaptadas ao gosto local.”, diz Helen. Além de criar playlists com música brasileira, os contextos também têm um samba no pé típico do Brasil. “Nós descobrimos, por exemplo, que os brasileiros passam muito tempo no trânsito, e que gostam de músicas para churrasco.”

As playlists contextuais são a união do chamado “contextual learning” do Google com a curadoria do Songza, serviço de streaming disponível nos EUA e Canadá que foi comprado pelo Google em junho do ano passado.

Elias Roman, gerente de produto do Google Play Música e co-fundador do Songza, explica como é feita a junção entre as duas partes. “O aprendizado contextual do Google é invariável. Ele serve para qualquer lugar do mundo. O que vai dentro dele, as playlists e músicas, e essa é a parte legal, é o que pode ser mudado para cada lugar do mundo.”

As playlists contextuais usam apenas as músicas da biblioteca do Google — nada de pegar os mp3 que estavam no seu computador e foram para o serviço. Roman explica o motivo: “nós mantemos as coisas separadas. Você pode ouvir suas músicas e pode ouvir as nossas playlists, mas elas não se misturam, porque não tem nenhum algoritmo analisando as suas canções. É totalmente humano.”

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De fato, as playlists do serviço parecem bem coerentes e superam uma antiga reclamação minha: a de que rádios criadas por algoritmos não entendem música brasileira e misturam coisas que não têm muito a ver. Nas playlists do serviço, tem coisas como “Tropicália & Friends”, com artistas ligados ao movimento cultural dos anos 60, e “Rádio Clube da Esquina”, com Milton Nascimento e demais compositores mineiros dos anos 70.

Nossa única reclamação é que não existe acesso gratuito a este recurso, como é nos EUA. As playlists contextuais do Google Play Música estarão disponíveis na web, Android e iOS para assinantes do plano ilimitado (R$ 14,90/mês).

Foto por FirmBee/Pixabay