No ano passado, o Google implementou no Gmail a funcionalidade Smart Reply. Ela simplesmente dá sugestões de respostas baseado no email que você acabou de receber. Agora, a empresa quer fazer testes para implementar o recurso em apps de mensagem de terceiros, como o WhatsApp e Skype.

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O Google começou a implementar a funcionalidade no Inbox e nos serviços de mensagem Allo, Hangouts e Android Messages — que deve se tornar, em breve, um competidor do iMessage. Então, nada mais natural que tentar expandir a funcionalidade para ferramentas de concorrentes.

Segundo uma página (toda em inglês) para aderir ao teste do app chamado Reply, o Google parece ter  interesse de implementar as respostas inteligentes no WhatsApp, Slack, Line, WeChat, Facebook Messenger, Skype e até em mensagens diretas do Twitter. Antes que alguém pergunte, não tem Telegram na lista.

Imagens enviadas para quem quiser testar a ferramenta com exemplos de funcionamento do Reply (Crédito: TechCrunch)

Na prática, se alguém fizer algum convite para você, ele vai sugerir resposta como: “sim”, “não” ou “tenho um compromisso, pode ser outro dia?”. Tudo isso diretamente na área de notificações

A ferramenta, usando machine learning e dados de outros apps, como a Agenda do Google, poderá sugerir respostas caso um encontro seja sugerido em algum dia que a pessoa estiver ocupada ou mesmo sugerir compartilhar a localização atual — no caso de alguém perguntar se você já está chegando.

De acordo com o TechCrunch, há ainda um modo “não perturbe” que poderá notificar as pessoas que querem lhe contatar, informando se você estiver dirigindo ou de férias, por exemplo.

O Reply faz parte de uma divisão do Google chamada Area 120. Lá são criados apps e experimentos que não estão diretamente relacionados à estratégia de produtos da companhia. Para quem quiser fazer parte do teste — que deve ser disponibilizado em inglês — pode preencher um formulário na página da ferramenta.

O recurso está em seus primeiros estágios de testes, então ainda não há muitos detalhes. Porém, se seguir a funcionalidade presente nos emails do Google, diz a empresa, os dados coletados para prever as respostas são todos criptografados. A base para as respostas são estatísticas conjugadas de sentenças enviadas a muitos usuários e que não são identificados. Aí vai de você confiar ou não na mamata que a empresa quer oferecer.

[The Verge e TechCrunch]

Foto do topo por Jamie Street/Unsplash