O AllThingsD conversou com o vice-presidente de produto do Google+, Bradley Horowitz, para tentar entender o porquê do Google+ existir. Brad não responde que o Google+ é mais inovador ou melhor que o Facebook, apenas que “nós vamos competir em funções – incluindo simplicidade” e que os usuários do G+ “não estão procurando uma alternativa, eles estão procurando uma experiência melhor no Google”. Espere, mas se os usuários não querem uma alternativa, então pra que competir?

Horowitz diz que “estamos com certeza em uma corrida de funções, e eu acho que vamos ganhar essa corrida”. Se é uma corrida, eles estão competindo, e se estão competindo, tem que ser com o Facebook, certo? Afinal, ninguém está usando Diaspora, MySpace ou algo do tipo. Mas se vocês entendem que o Google+, para os usuários, não é uma alternativa ao Facebook, por que concorrer com ele? A meu ver, seria melhor só deixar o botão +1 nos sites, para melhorar as buscas do Google.

Este não é o único momento em que Horowitz se contradiz. Segundo o AllThingsD:

Horowitz pediu aos observadores que tenham uma pouco de paciência enquanto o Google+ está sendo construído, dizendo que o projeto nunca foi pensado para uma audiência tão ampla ou escrutínio tão grande neste estágio.

Aham. Só que vocês abriram o Google+ para todos os usuários, e colocaram uma seta gigantesca na página inicial do Google, o website mais popular da internet, para divulgar o Google+.

Depois do lançamento ao público, o tráfego do Google+ despencou 60% em alguns dias, mas Horowitz desconsidera esses números: “mensurações externas não conseguem capturar a ‘matéria negra’ do Google+”, ou seja, os posts privados – que correspondem a dois terços de toda a atividade no Google+ e que estão “tendendo levemente para cima”.

Horowitz diz que a nova rede social está só começando: “nós temos apenas o alicerce mais básico funcionando”. Ele diz que o Google+ ganhará novas funções toda semana até o final do ano – esta semana, temos busca em tempo real e suporte a #hashtags. Só espero que eles descubram logo para que serve o Google+, e que a rede vá além de “algo patético e secundário”. Leia a entrevista aqui: [AllThingsD via Gizmodo US]