A grande rivalidade de 2013 pode ser entre Google e Amazon: as duas empresas atuam em áreas parecidas e tudo indica que a competitividade entre elas vai aumentar bastante a partir do ano que vem.

A briga entre as empresas acontece em áreas como publicidade online, dispositivos móveis e computação em nuvem. Mas não só isso: elas também vendem conteúdo digital, como livros e filmes.

Recentemente, o Google se uniu a Asus e Samsung para desenvolver tablets – o Nexus 7 e o 10 – e ainda comprou a divisão de dispositivos móveis da Motorola com planos ambiciosos para ela (um super smartphone?). Enquanto isso, a Amazon tem o Kindle Fire. Ele usa uma versão modificada do Android e só tem acesso a uma loja de apps própria da Amazon – ou seja, o lucro vai para a própria Amazon, e não para o Google. No geral, o conteúdo digital oferecido para as plataformas é o mesmo: você consegue comprar livros, assistir filmes e séries, ouvir música e baixar apps. A variedade não é a mesma, mas ainda assim, as duas empresas estão brigando pelo mesmo espaço. Vale lembrar também que a Amazon estreou no Brasil algumas horas depois da Play Store começar a oferecer livros e vídeos por aqui.

Mas a rivalidade entre Amazon e Google começou a ser construída há bastante tempo. A Reuters lembra que Jeff Bezos, o CEO da Amazon, foi um dos primeiros investidores do Google e algum tempo depois ficou sabendo de um projeto para digitalizar catálogos de produtos daquela que era, na época, apenas uma empresa que tinha um poderoso buscador. O projeto cresceu bastante e o Google começou a digitalizar livros para vender versões eletrônicas deles. Alguns anos depois, a Amazon lançou o Kindle e se tornou um nome forte nos livros digitais.

E, em 2013, a Amazon pretende crescer na publicidade digital – uma área bem forte do Google. A gigante do varejo online desenvolveu uma tecnologia que vasculha o histórico de compras e buscas de produtos feitos pelos consumidores dentro da loja para ajudar a mostrar anúncios direcionados a grupo de pessoas. Para quem vende um produto, os dados da Amazon podem ser melhores do que os do Google, já que eles mostram o que você costuma comprar, e não o que você costuma fazer na internet.

Esses são apenas alguns dos fatores que indicam que uma empresa que começou como uma varejista online e outra que criou um poderoso buscador devem protagonizar uma grande disputa a partir do ano que vem. Até agora, Amazon e Google conseguiram dividir o mesmo espaço. Mas chegou o momento que o crescimento de uma pode interferir na outra. E aí, meu amigo, é que a coisa fica feia. [Reuters]