Depois de uma disputa nos bastidores, o Google comprou a empresa de mapas Waze por US$ 1,1 bilhão. Mas o que acontece quando a dona do popular Maps engole um promissor concorrente? O governo fica de olho, é claro.

O Google confirma que a FTC (Federal Trade Commission), órgão antitruste dos EUA, vai investigar a compra do Waze.



O objetivo será avaliar se a aquisição, ao expandir o domínio do Google em mapas, retirou um potencial concorrente da empresa. O Waze reconhece que, no futuro, poderia travar uma forte disputa contra a gigante das buscas. O CEO da empresa, Noam Bardin, disse em abril ao AllThingsD:

Nós sentimos que somos o único concorrente razoável para o Google neste mercado de criação de mapas que estão bastante voltados para dispositivos móveis, para atualizações em tempo real, para os consumidores e para o novo mundo ao qual estamos rumando.

O FTC também precisará determinar se a compra do Waze só procurou evitar que ele caísse nas mãos da concorrência. Rumores diziam que o Facebook estava interessado em comprá-lo, mas não quis pagar o preço exigido, nem manter a sede da empresa em Israel.

O que a investigação significa para os usuários? Basicamente, que a integração do Waze no Google Maps deve demorar mais do que o esperado. Advogados consultados pelo Wall Street Journal acreditam que a aquisição deve ser aprovada.

O Waze fornece mapas com dados em tempo real – como engarrafamentos, acidentes etc. – obtidos via crowdsourcing, e está disponível para iOS e Android. Google e Waze prometem que, mesmo com a aquisição, nada muda para os usuários. [Wall Street Journal e AllThingsD]