Com a revolução das telas sensíveis ao toque capacitiva, do multitoque e de softwares com respostas cada vez mais instantâneas, muita gente enterrou uma stylus no quintal e utilizou mais duas para fazer uma cruz no sepultamento. Mas sem pressa, meus amigos. Com o novo mundo dos tablets, ainda é cedo para acabar de vez com a stylus.

Esqueça a stylus como sinônimo de tela resistiva e com péssima resposta. A nova toada das canetinhas é ser uma companheira digna do usuário que adora meter o dedo na telinha do tablet, mas que sabe que para certas ações é preciso mais precisão. O Flyer, tablet da HTC, por exemplo, vem com uma grande stylus embarcada. Por quê?

Porque há muita gente desenvolvendo aplicativos específicos para o uso da caneta na tela. O Engadget testou três deles que chamaram a atenção na Mobile World Congress e acredita que ainda há fôlego para o formato. O Adobe Journal é basicamente um caderno para rabiscar o que você bem entender, desde anotações até aqueles desenhos sem sentido que você faz quando está no telefone. O Scribe, da HTC, e o PicSay Pro, por outro lado, utilizam a stylus em cima de imagens pré carregadas, para você encher a família de bigodinhos perfeccionistas.

Segundo desafio: escrita

A presença de várias stylus e apps voltados para elas na Mobile World Congress deixa claro o desafio dos tablets em tornar a escrita algo mais prático. Os teclados virtuais ainda estão longe de ser práticos para longos textos. Na Folha de ontem (link para assinantes), um dos aplicativos citados é o SnapKeys, que reformula completamente a posição do teclado virtual, deixando apenas seis teclas quase invisíveis em cada canto da tela:

Há outras soluções, como o teclado virtual de quatro tamanhos do TouchPad, da HP, que deve resolver o problema de quem tem dedos muito grandes. Mas, por enquanto, para rabiscar com precisão a stylus ainda é bem vinda – e para escrever muito, um teclado físico, como o do iPad, ainda é a melhor opção. [Engadget e Folha]